quarta-feira, 18 de maio de 2005

A soma de todos os medos.

Podem me chamar de alienada. Só ontem fiquem sabendo da existência do tal Cybermovie.

Fiquei enojada. E que ninguém me apareça aqui pra dizer que sou contrária à "evolução" da linguagem ou algo do gênero. Esta garotada que iskrevi td axim é ignorante demais para provocar qualquer evolução.

Vai para Cuba?

Se o amigo estiver na isla neste final de semana, não deixe de prestigiar o evento promovido por Marta Beatriz Roque e seus corajosos companheiros de luta.

Há também a opção de realizar, como estão programando os europeus de boa cepa, manifestações pacíficas em frente à embaixada cubana.

Quem se habilita?

sábado, 14 de maio de 2005

Deus me livre

Os amigos podem rir: mas eu pensei que com aquela festa de casamento caipira tínhamos chegado ao fundo do poço. Ledo engano: desde então, o Brasil não para de se tornar ridículo. Estamos em vertiginosa queda de nosso amor próprio. E eu, que sou brasileira, estou prestes a desistir.

A verdade é que se o atual presidente chegou a ser festejado por algumas nações européias, hoje ninguém mais dá a mínima para o tal projeto de "acabar com a fome mundial". Caiu no ridículo. A tentativa de expulsar do país o jornalista do New York Times, nem se fala. Os perdões das dívidas de países africanos já eram essencialmente ridículos vindos de um país maltrapilho como o Brasil. Mas um presidente brasileiro ficar pedindo perdão pela escravidão dos povos africanos é algo hilário - até as crianças aprendem que o tráfico de escravos foi uma ação conjunta de Portugal com algumas tribos africanas. Por qual motivo os brasileiros de hoje deveriam pedir perdão??

Pois o baile dos horrores segue. Tem a Cúpula das Arábias - ridículo anunciado, que certamente vai pesar no bolso do ParTido. E tem agora, também, a tal cartilha Politicamente Correto da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

Sobre essa, meus amigos, eu só tenho uma pergunta: eles vão incluir na lista a expressão "passar em branco"? Sim, porque, enquanto sinônimo de algo insignificante, esta expressão agride violentamente a mim, que tenho a pele tão branquinha.

terça-feira, 26 de abril de 2005

A "Ana" e a "Mia"

Tá bom...eu assisti ao Fantástico no domingo. Vi a reprise à meia-noite, na Globo News. E fiquei curiosa com esta história de anorexia e internet. Pois, meus caros, ontem dei uma navegada. E é caso de polícia.

Avisem aos pais de meninas adolescentes: há uma espécie de seita rolando na web. É perigosa, mundial e insana. Propõe a anorexia e a bulimia como "estilo de vida". As meninas desenvolvem uma relação esquizofrênica com as duas doenças, chamando-as, como se fossem amiguinhas invisíveis, de Ana (anorexia) e Mia (bulimia). Há, inclusive, uma forma de identificação entre as adeptas da seita...uma espécie de pulseira - destas de crochê e miçangas - , que varia a cor de acordo a modalidade de auto-flagelo ao qual a menina se filiou.

Quem achar que estou ficando louca, que trate de buscar no google termos como "Pró-Ana", "Pró-Mia", "Ana e Mia", etc. Não vou colocar os links dos blogs que encontrei por razão óbvias.

Também no Orkut encontra-se comunidades com mais de 500 adeptas. Ontem, em um dos tópicos mais ativos, ensinava-se como vomitar - ou "miar" no jargão da seita - a partir da ingestão de shampoo.

Estou mandando e-mails para todos os pais de adolescentes que conheço pois, pelo que deu para pegar a partir dos papos nos blogs e comunidades, elas conseguem disfarçar o problema durante muito tempo - de modo que a família só fica sabendo quando o mal já está há muito instalado (por ocasião de uma parada cardíaca, falências dos órgãos, etc).

Para maiores esclarecimentos à respeito de sintomas, simbologia da seita e comportamentos denunciadores, surgiro o site espanhol Ana y Mia..

É nestas horas que eu dou graças aos céus por não ter meninas adolescentes na família. Mas tenho alunas..e é por isso que me preocupo tanto.

Quando os presidentes começam a falar em traseiros.

Sinceramente? Não dá nem pra acreditar que um presidente utilize uma linguagem tão chula.O que se pode dizer sobre algo assim, que já não tenha sido dito? Nada além de ficar chovendo naquele molhado de sempre: presidente sem instrução, deslumbrado com o poder, amigo de uma birita....dá nisso.

Abandono

O abandono do blog foi só de corpo - e não de alma.

Ficou complicado coordenar trabalho, estudo, vida e blog.

Talvez eu deva considerar a hipótese de uma crise - porque, no pouco tempo que eu teria para escrever, tenho me dedicado a visitar os blogs dos amigos.

Enfim....como já deu pra notar, aparecerei na medida em que for possível..e inspirador...e agradável..

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

Os médicos e o monstro.

Em julho próximo retornarão ao país os primeiros médicos formados em Cuba. E o governo brasileiro corre para garantir a validação dos diplomas - diga-se de passagem, montando um esquema bastante privilegiado, que jamais foi aplicado a qualquer outro país. Detalhe curioso: os formandos ingressaram na Escola Latino-Americana de Medicina em 1999. Já no Brasil, a formação de um médico exige, entre graduação e residência, no mínimo 10 anos.

Tudo isso me faz lembrar as observações de um amigo sobre o alardeado bom desempenho do sistema de saúde cubano: " É claro que a saúde em Cuba é boa...Sem trabalho não há stress, sem carne não há colesterol e sem automóveis não há acidentes."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

precisa.jpg

Fotos: Reuters

Incrível, mas as imagens acima demonstram o quão surpreendente pode ser a vida. Enquanto, no Iraque, a esperança dá sinais de vitória, o ódio e o medo ganham terreno no Brasil. Mas impressionante mesmo é a arma carregada pelo brasileiro em questão: lembra muito aquelas facas improvisadas que não raro são apreendidas em presídios. O que me faz pensar na qualidade do público que freqüentou o Fórum

segunda-feira, 31 de janeiro de 2005

Tendências que vêm do sul.

O Fórum Social Mundial não trouxe grandes surpresas. Continuam em alta: camiseta do Che Guevara, sandália de couro e palavras de ordem contra o capitalismo. Em baixa, como sempre, o banho, o cabelereiro e os modos à mesa. Pra variar, qualquer um que chegue vociferando contra os EUA leva as simpatias. É o caso de Hugo CHavez...mas eu não me admiraria se fosse também o de Hitler. De novo mesmo, só o colete à prova de balas usado pelo nosso presidente.

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

A injustiçada Ana Lúcia.

Ana Lúcia não nasceu em berço de ouro. Pai metalúrgico, mãe costureira, ela foi criada com muito esforço. Como os pais pretendiam que tivesse um futuro melhor que o deles - e as escolas públicas estavam cada dia pior - fizeram o impossível para manter a menina em uma escola particular. Mas valeu à pena: Ana Lúcia é a melhor da classe. Tão bem se saiu a menina, que acabou sonhando ser médica. Sonho provavelmente não realizável. Por melhor que ela se saia no vestibular da federal, estará em imensa desvantagem em relação aos jovens indígenas, afro-brasileiros ou oriundos de escolas públicas. E a isso se dá o nome de "justiça social".

História é discurso.

Uma matéria da última edição de Veja deveria ser objeto de debate em todos os cursos de História deste país. Sob o título Gay, nem que seja à força, Jerônimo Teixeira demonstra como as minorias - uma vez que galgam postos no mundo acadêmico - passam a emitir um discurso parcial, muitas vezes desprovido de compromisso com a cientificidade. O tema de Teixeira é, como revela o título, o modo como a comunidade gay está trabalhando para conferir esta preferência sexual a figuras históricas. Nada de errado quando tal tentativa vem acompanhada de rigor teórico e metodológico - e quando se presta a desvendar traços biográficos que podem ter influenciado decisões históricas. Porém, a matéria de Teixeira demonstra que, embalada na onda da inclusão sob fórceps, a coisa tende a descambar. A prova de que esta suposta curiosidade científica não passa de discurso: tudo bem quando o gay em questão for Shakespeare, Alexandre ou Proust...Mas que ninguém ouse manchar o bom nome da comunidade homossexual, porque acadêmicos como o antropólogo Luiz Mott estão patrulhando a área: Se nos empurrarem Hitler, então queremos Jesus Cristo do nosso lado. Bem-vindos à era da tendenciosa História politicamente correta.

Estamos de volta

Recuperada da fratura no pulso, retomo esta divertida aventura de dizer o que penso enquanto posso. Espero não ter perdido todos os amigos que por aqui costumavam passar.

Este será um ano de muito trabalho. Portanto, continuaremos naquela periodicidade que nos é peculiar: escrevo quando puder.

É muito bom reencontrar vocês.