domingo, 5 de junho de 2005

A OEA reunida e eu aqui pensando.

Não vejo a hora de ver a Condoleezza cadear o Chávez.

Ironia

De 7 a 10 de junho, acontece em Brasília o IV Fórum Global de Combate à Corrupção.

Organizado pelo Governo Federal em colaboração com a ONU. Patrocinado pelo Banco do Brasil e pela Petobrás.

Só faltava ser patrocinado pelos Correios.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Florianópolis 40º

Não bastasse as altas temperaturas que assolam a região, Florianópolis está sob o calor de manifestações estudantis contra o aumento das passagens de ônibus. Na três últimas noites, as áreas centrais da cidade viveram momentos de extrema tensão.

Sou a primeira a defender o direito de manifestação do povo. A primeira a apoiar um movimento que objetive reduzir um dos mais altos custos de transporte coletivo do país.

Mas sou a primeira, também, a apoiar a ação rígida da polícia quando a coisa descamba para o quebra-quebra.

Pois saibam os amigos que, nos últimos três dias, quem pode evita o coração viário da cidade nos horários de rush. Isso porque os estudantes não estão hesitando em apedrejar carros civis, agências bancárias ou incendiar prédios públicos.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, Bruno Knihs, a exemplo do que aconteceu no ano passado, pessoas de outras cidades e outros Estados estão vindo para cá e se infiltrando no movimento.É o exemplo típico de uma causa válida que se perde nas mãos de manifestantes de aluguel formados nas fileiras da esquerda circense.

O motivo pelo qual grupos de estudantes bem intencionados se tornam massa de manobra nas mãos de manifestantes profissionais já foi primorosamente explanado por Elias Canetti. A massa aberta, diz ele, é uma formação inconsciente que só quer crescer. O ruído provocado pelo quebra-quebra e a luminosidade do fogo são a forma extrema pela qual ela se anuncia - e busca captar novos adeptos. Ansiosa por viver o seu momento de descarga, espera apenas que alguém tome a iniciativa - ou dê o primeiro passo.

Portanto, parece que não há saída. Uma vez que estejam instalados os agitadores profissionais, vai haver violência. E, quando a violência se apresenta, à polícia só resta sentar o cacete.

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Sobre Mark Felt

Ou: Por que se abrem as gargantas.

No século XX, ele falou só porque não foi nomeado para substituir J. Edgar Hoover.

No século XXI, só falou porque a filha o convenceu de que ganharia alguma grana com isso.

E por quê eu fico escrevendo de graça?

Pirraça com a Lúcia Guimarães.

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Recebi por e-mail ontem.


É velha mas eu gosto.

Em recente entrevista, foi perguntado ao General Norman Schwartzkopf se ele achava que existia uma possibilidade de perdão para as pessoas que abrigaram e ajudaram aos terroristas nos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos.

A resposta : "Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a Deus. A nossa é simplesmente arranjar o encontro."

segunda-feira, 30 de maio de 2005

Já que é segunda.

1

Finalmente, consegui fazer um up-grade nos links aí ao lado. Visitem a moçada.

2

Estou em crise com o template. Adoraria mudar para um mais clean. Mas não gosto do que vejo no blogger. E estou sem tempo para procurar coisa melhor. Aceito sugestões.

3

Quem leu a matéria da Veja sobre blogs? Achei de última o que fizeram com o Alexandre Soares Silva.

4

Acho que escreverei em drágeas até o final do governo Lula.

domingo, 29 de maio de 2005

Um domingo qualquer.

Tem um sol de rachar lá fora, mas estou com 39º de febre.

E, enquanto tento entender a morte do Raymundo Arão, o Lula tenta barrar a CPI dos Correios. Quem lê o Fabiano Moraes - que lê o Reinaldo Azevedo - sabe que esta CPI pode virar boi de piranha.

Falando nisso, faz tempo que parei de ler a Miss Veen porque estou sem tempo para ler quem não tem nada a dizer. Prefiro ler - e invejar - o testamento da Lelé Carabina.

Aliás, não sei se foram os Wunders que perderam a verve ou eu que perdi a paciência. Mas a transmissão do jogo de vôlei Brasil x Venezuela não deixa dúvidas de que a República Bolivariana perdeu o bonde da tecnologia. Já o bonde do posicionamento político viu o Caio Blinder chegar atrasado, correr e ainda pegar uma janela.

É preciso admitir que ando com saudades dos comments do Jorge Nobre , que não perco uma blogada do Jordá e que não acredito neste pseudo anti-lulismo da Folha. De quebra, eu poderia confessar esta estranha impressão de que o Mídia Sem Máscara não atualiza sua página inicial há meses... Ou que o Diogo Mainardi se auto-pasteurizou...De ser ignorada por um Flamarion em crise existencial, nem se fala.

Acho que só me restou cantarolar Shakira...."No creo en Venus ni en Marte/ No creo en Carlos Marx /No creo en Jean Paul Sartre

No creo en Brian Weiss/".

E esta febre que não baixa?

quarta-feira, 18 de maio de 2005

A soma de todos os medos.

Podem me chamar de alienada. Só ontem fiquem sabendo da existência do tal Cybermovie.

Fiquei enojada. E que ninguém me apareça aqui pra dizer que sou contrária à "evolução" da linguagem ou algo do gênero. Esta garotada que iskrevi td axim é ignorante demais para provocar qualquer evolução.

Vai para Cuba?

Se o amigo estiver na isla neste final de semana, não deixe de prestigiar o evento promovido por Marta Beatriz Roque e seus corajosos companheiros de luta.

Há também a opção de realizar, como estão programando os europeus de boa cepa, manifestações pacíficas em frente à embaixada cubana.

Quem se habilita?

sábado, 14 de maio de 2005

Deus me livre

Os amigos podem rir: mas eu pensei que com aquela festa de casamento caipira tínhamos chegado ao fundo do poço. Ledo engano: desde então, o Brasil não para de se tornar ridículo. Estamos em vertiginosa queda de nosso amor próprio. E eu, que sou brasileira, estou prestes a desistir.

A verdade é que se o atual presidente chegou a ser festejado por algumas nações européias, hoje ninguém mais dá a mínima para o tal projeto de "acabar com a fome mundial". Caiu no ridículo. A tentativa de expulsar do país o jornalista do New York Times, nem se fala. Os perdões das dívidas de países africanos já eram essencialmente ridículos vindos de um país maltrapilho como o Brasil. Mas um presidente brasileiro ficar pedindo perdão pela escravidão dos povos africanos é algo hilário - até as crianças aprendem que o tráfico de escravos foi uma ação conjunta de Portugal com algumas tribos africanas. Por qual motivo os brasileiros de hoje deveriam pedir perdão??

Pois o baile dos horrores segue. Tem a Cúpula das Arábias - ridículo anunciado, que certamente vai pesar no bolso do ParTido. E tem agora, também, a tal cartilha Politicamente Correto da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

Sobre essa, meus amigos, eu só tenho uma pergunta: eles vão incluir na lista a expressão "passar em branco"? Sim, porque, enquanto sinônimo de algo insignificante, esta expressão agride violentamente a mim, que tenho a pele tão branquinha.