segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Velho truque.


O governo Lula não fez absolutamente nada até agora. Não melhorou a saúde ou a educação, não construiu um metro de estrada e não deu início a qualquer grande obra - pelo menos, não no Brasil. O Fome Zero é um fiasco e o Bolsa Família uma vergonha.

Dizem por aí que esta inércia não é fruto da incompetência e, sim, da estratégia política mais velha do mundo republicano: segurar as verbas para detonar no ano eleitoral. Concentrar as realizações no último ano de governo é uma forma eficaz - e não regulada pelo TSE - de combater as críticas da oposição mediante a geração de notícias positivas.

A tese - que chega a ser tediosa de tão comum - é bastante plausível.

Resta saber se a imprensa vai embarcar neste novo engodo eleitoral.

Tradução Simultânea.

"Por isso, criminosos e 'barões da droga' não podem ser mais poderosos que o próprio governo, pois, desse modo, não pode haver democracia nem liberdade".

(Limpe a casa)

Alguns dizem que a democracia já não é mais útil, mas, na América, ela é indispensável para a garantia dos direitos humanos."

(Limpe a casa)

"Os governos têm de ser fortes, ouvir os seus povos e não podem desperdiçar recursos. Os governos em todo o hemisfério têm que se livrar da corrupção".

(Limpe a casa)

domingo, 6 de novembro de 2005

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A coisa tá ruim, Chirac?

Faz o de sempre...Chama os marines.

Foram perguntar à beata se ela gosta de missa...

Entrevistado pela Agência Nordeste, Fernando Collor declarou : "Nesse quadro aí, em que nada se comprove contra Lula, voto em Lula".

E eu fiquei me perguntando por qual motivo foram entrevistar o Collor.

Seu conceito de ética não ficou bem claro quando era ele a ocupar a presidência?

sábado, 5 de novembro de 2005

Na Argentina, pacifistas protestam contra Bush.

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Acusam Bush de ser muito belicoso.

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E querem garantir a você, leitor, um mundo mais seguro.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Sinta-se em casa, senhor presidente.

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Mas não repare, viu?

O Sr. está chegando bem no meio da faxina.

Os móveis estão de pernas pro ar, os tapetes revirados e toda a nossa sujeira à mostra.

Atarantados, ratos e baratas correm em plena luz do sol. Fazem tanto barulho, que o senhor não conseguirá ouvir a voz de um povo que tem por tradição a gentileza e a hospitalidade.

Fique, no entando, tranqüilo.

Na sua próxima visita, a casa estará limpa.

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

O povo não será grampeado.

Parlamentares não deveriam proferir ameaças de agressão física a um presidente. Mas parlamentares também não deveriam ser grampeados. Ocorre que entre os políticos que queremos e aqueles que temos, vai uma grande distância. É a mesma que separa o país que sonhamos daquele onde vivemos.

O brasileiro - este que, todos os dias, dirige impropérios a parlamentares e presidentes na intimidade de seu lar - é, até agora, um mero espectador desta crise. Às vezes, ao encontrar um parlamentar, o povo manifesta sua indignação de forma individualizada. Pelo menos é isso que nos contam os próprios deputados e senadores, sempre que mencionam os e-mails recebidos, as experiências de visitas às bases e os protestos emitidos, com discrição, nos aeroportos.

Para além das tentativas fracassadas de promover manifestações artificiais, não houve, desde o início desta crise, qualquer protesto genuinamente popular. Na verdade, se nos perguntarmos quantas vezes algo assim aconteceu na história do país, ficaremos surpresos com a baixa incidência de participação popular na vida política nacional.

Aí o leitor vai me dizer: "Mas nós estamos falando. Eles é que não ouvem!".

Não ouvem porque não sabemos fazer mais do que resmungar pelos cantos. Trocamos e-mails e escrevemos em blogs. Reclamamos com o padeiro e com a secretária. Nos indignamos na mesa do bar e em torno da cafeteira. Somos sumidades em política depois do jantar, discursando lindamente - para o desespero dos garçons que querem ir para casa. Mas não sabemos nos fazer ouvir.

Dirão alguns que sempre há a voz das urnas.

Verdade.

Ocorre que, quando chegamos às urnas, só nos resta optar.

É preciso se fazer ouvir antes das urnas, no momento exato em que as opções estão sendo definidas. É preciso mostrar uma indignação que não deixe dúvidas sobre o que pensamos. E eu não estou defendendo violência, desordem ou revolução. Estou apenas sugerindo que o brasileiro pare de cochichar e assuma o seu lado Arthur Virgílio: que levante a voz, erga o dedo em riste e ameace com tabefes sempre que o assunto for política.

O estilo não é bonito, eu sei. Mas se funciona lá em Brasília, deve funcionar aqui também. No mínimo para provocar algum ruído - algo que consiga fazer com que os microfones girem na nossa direção, mostrando que nós, a exemplo do senador, estamos dispostos a perder a linha.

Falar à meia-voz, sem teatralidade, como temos feito até agora, não vai adiantar.

Ninguém quer nos ouvir. Ninguém vai nos grampear.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Apologia às drogas

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Enganam-se os que pensam que aquele Maradona magrinho, que está prestes a ingressar na comissão técnica da seleção Argentina, livrou-se das drogas.

Além de entrevistar Fidel Castro na última edição do "La noche del 10", o ex-craque está encabeçando os protestos contra a presença de George Bush na IV Reunião de Cúpula das Américas, que acontece em Mar del Plata.

Maradona - que tem Che Guevara e Castro tatuados no corpo - sempre contou com a benevolência cubana para apoiar suas causas pessoais. Não espanta, portanto, que se mostre partidário do alucinógeno discurso anti-americanista.

O que me admira é que ainda não tenha feito uma tatuagem do cocaleiro boliviano Evo Morales. Para esta, deve estar reservando a ponta do nariz.

terça-feira, 1 de novembro de 2005

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Em Brasília, dezenove horas e um minuto.

A Inimiga do Povo. (V)

Ontem, na tribuna do Senado, Ideli Salvatti mostrou, mais uma vez, porque que é a grande matrona da tropa de choque do governo federal.

Referindo-se às denúncias de que Cuba financiou parte da campanha de Lula, a Senadora declarou que o crime "ainda que seja comprovado, está prescrito".

Senadora, senadora...o que não valeu para Eduardo Azeredo, não vai valer para Lula. Também não valerá para aquela questãozinha dos seus outdoors.