quinta-feira, 8 de junho de 2006

Para não esquecer

Hoje as atenções deverão se voltar para a apresentação do parecer final da CPI dos Bingos.

Com votação prevista para o dia 20 de junho, o relatório apresenta fortes indícios de corrupção no governo Lula. Os dois principais alvos do documento são a Casa Civil e ao Ministério da Fazenda, durante o período em que foram geridos por José Dirceu e Antonio Palocci. Mas a situação também é complicada para Gilberto Carvalho, secretário particular do presidente Lula e Paulo Okamotto, presidente do SEBRAE.

Apesar das graves suspeitas apontadas pelo parecer final, o quarteto tem tudo para se dar bem. Por conta do sumiço do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que deveria votar com a oposição, a tropa de choque governista tem maioria garantida para barrar a aprovação do relatório final.

Anotem, pois: senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Mais um que trabalha em favor do mote petista "Brasil, país de tolos".

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Roupa nova

Não, você não está no blog errado.

Fui eu que mudei o modelito - mudança que já era para ter acontecido em março, no aniversário do blog, mas que acabou sendo adiada por um misto de preguiça e falta de talento.


O fato é que o tempo é senhor da razão. Eu já estava quase protelando a mudança para março do ano que vem quando apareceu o talentoso Vlady Oliver. Caiu do céu feito um anjo, cheio de paciência e profissionalismo, para desaparecer com aquele template feito a facão.

E me convenceu de várias coisas: a primeira, que era hora dos leitores pararem de perguntar se aquela indiazinha era eu. A segunda, que eu não poderia, depois de três anos, abrir mão da indiazinha.

Então ficamos assim: à sua esquerda, eu mesma - com todos os efeitos especiais possíveis e imagináveis para burlar a minha timidez. Ao meu lado, a indiazinha, criação pra lá de carinhosa do Vlady, que passa a ser a mascote oficial deste blog.

Espero que vocês tenham gostado da mudança.

Eu adorei.

terça-feira, 6 de junho de 2006

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Foto: Gustavo Bezerra

Bruno Maranhão, líder do MLST - e Diretor dos Movimentos Populares da Executiva Nacional do PT - , comandando invasão e quebra-quebra no Salão Verde da Câmara dos Deputados na tarde de hoje.

A filiação ao PT vai sublinhada para que ninguém venha me dizer que o episódio foi armado pela oposição.

Feliz aniversário

Há exatos 365 dias, Roberto Jefferson lançava o novo verbete nacional: o mensalão.

Dos instintos primitivos do próprio Jefferson, passando pelo pseudo patriotismo de Fernanda Somaggio - hoje aspirante a deputada -, a cara de pau de Marcos Valério e as lágrimas de crocodilo de Renilda, foram muitas as emoções.

Pilhas de habeas corpus e doses cavalares de Lexotan permitiram que gente como Silvinho e Delúbio continuassem ocupando o posto de fiéis escudeiros do PT. Cassado, Zé Dirceu continua articulando em favor do governo Lula - e se empenha para reeleger petistas envolvidos, de uma forma ou de outra, no escândalo.

Não satisfeita com o título de "rainha dos pedidos de vistas", Ângela Guadagnin decidiu lançar-se na carreira circense, protagonizando um dos episódios mais vergonhosos que o Congresso já viu. Superou até mesmo a Severino Cavalcante que, ao sabor de um humilhante mensalinho, abandonou o cenário brasiliense para tentar garantir-se em seu curralzinho regional.

Com raríssimas exceções, uma oposição temerosa de que seus próprios pecados fossem trazidos à luz mostrou-se frouxa. Preservados, Azeredo e Brant podem lhes custar a reeleição de Lula. Que façam, pois, bom proveito deles.

Não fosse a corajosa denúncia do Procurador Geral da República, Antonio Fernando Souza, estaríamos chegando ao primeiro aniversário do mensalão de mãos vazias. Ela é, no final das contas, tudo o que temos.

O resto é cheiro de pizza...muita pizza - o que explica que o Congresso tenha amanhecido, na semana passada, fedendo a merda.

domingo, 4 de junho de 2006

Bola parada.

Esta semana, ao ler um post do Lins sobre o campeonato brasileiro de 1980, me dei conta de como funciona a minha relação com a paixão nacional.

Futebol me provoca sonolência. Aquela narrativa cadenciada, sempre no mesmo ritmo, funciona como o tique-taque de um relógio antigo. No rádio do carro, então, é tiro e queda: durmo quase que instantaneamente - uma vez que eu esteja no banco do carona, é bom que fique esclarecido.

Isto vai parecer quase uma heresia, quando eu lhes contar que meu pai era jogador de futebol. Sim, senhores: chegou a jogar no célebre Renner de Porto Alegre, embora tenha pertencido a uma geração para a qual "amor a camisa" significava ter que trabalhar em outra coisa para sobreviver.

Pois nem estes bons genes funcionaram de modo a me fazer mudar de idéia: acho futebol uma coisa muito, mas muito monótona. E me irrito, profundamente, com o tempo que se leva para armar uma jogada, chegar à pequena área e....nada! Bola por cima da trave, ou escanteio, ou qualquer outra coisa que não seja um gol.

Tanto isto é verdade, que só paro na frente da TV quando algo extraordinário acontece. Se alguém soltar um galo preto no meio do gramado - houve uma época em que isto era moda - ou um torcedor mais fanático invadir o campo para abraçar seu ídolo, lá estou eu, olhos grudados na telinha.

Pois o episódio mais curioso do qual me lembro ocorreu - sim, eu fui pesquisar - no dia 10 de agosto de 1978, no estádio do Morumbi. Partida decisiva para o campeonato nacional: Palmeiras x Guarani. Aos 26 do segundo tempo, o goleiro Leão deu uma cotovelada em Careca e foi expulso. Como o Palmeiras já fizera todas as substituições regulamentares, o meia Escurinho foi escolhido para defender o pênalti. É claro que Zenon marcou 1x0 para o Guarani.

Às vésperas de mais uma copa do mundo, fico imaginando quantas vezes a bola ficará parada, nos braços do juiz, esperando que algum episódio extraordinário seja resolvido.

Podem estar certos: sempre que isto ocorrer, lá estarei, tigela de pipoca no colo, curtindo o melhor do futebol.

Por falar no Renner, no ano passado o inesquecível time gaúcho teve sua história recontada em documentário produzido e dirigido por Alexandre Derlam. Aficcionados podem clicar aqui para ver o trailler de "Papão de 54".

sábado, 3 de junho de 2006

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Foto: Nariz Gelado

Uma pitada de imaginação e o terreno ao lado vira o Serengeti. E ela jura que é uma leoa.

Má companhia

Da coluna Radar, na Veja desta semana:

"A briga agora é na internet. José Dirceu e Roberto Jefferson vão criar blogs para se defender e acusar os inimigos. Principalmente, um ao outro."

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Finalmente

Grande revolução no mundo artístico.

A Arte Intestinal transformou-se em arte utilitária.

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Sempre ligado, Capitão me envia imagem exclusiva de ontem, durante a oficialização da chapa PSDB/PFL, no Congresso.

Por falar em exclusividade, Moreno anda bombando. Conseguiu uma entrevista com Geraldo Alckmin. Vale a pena ler.

Sem provas

São pesadíssimas as declarações de Zildete Leite dos Reis feitas ontem, durante depoimento à CPI dos Bingos.

Afirma ela que os ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu e o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, receberam dinheiro de João Arcanjo Ribeiro, o Comendador Arcanjo.

Ela também afirma que teria ouvido uma conversa na qual Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, e o Comendador tramaram o assassinato de Celso Daniel, prefeito petista de Santo André.

Zildete teria presenciado tudo enquanto trabalhava como cozinheira para Arcanjo, que se encontra preso sob a acusação de comandar o crime organizado no Mato Grosso.

Suas declarações receberam pouco crédito - principalmente por parte da ala governista daquela CPI - e, segundo o relator, Garibaldi Alves (PMDB-RN), não há tempo para fazer mais do que um mero registro no relatório final, que deverá ser apresentado na próxima semana.

Para além da questão do tempo hábil, pesa contra o depoimento de Zildete o fato de que ela não apresenta provas materiais para as acusões.


Foi o que já pesou, uma vez, sobre os depoimentos de Roberto Jefferson e Fernanda Somaggio.