sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Hora de sermos didáticos

Senhores da oposição:

Se o governo Lula aprovar a prorrogação da CPMF, sabem quantos prefeitos o PT vai eleger no ano que vem?

Quantos quiser.

Disse ou não disse? (II)

Hoje cedo eu disse que, tão logo o discurso de Lula no Encontro de Governadores da Frente Norte do Mercosul fosse disponibilizado no site da presidência, iríamos descobrir quem fora mais fiel aos fatos - se Ricardo Brandt, do Estadão, ou Letícia Sander, da Folha de S. Paulo.

Pois o discurso já está no site da Presidência da República. E o vencedor do nosso singelo certame é Ricardo Brant. O jornalista do Estadão estava certo ao relatar que Lula citou o Foro de São Paulo. Na verdade, Lula citou o Foro três vezes. Mas Letícia Sande não ouviu.

ILULI

É o Índice Lula de Irritação, que acaba de ser lançado pelo CORONEL.

Corram .

Disse ou não disse?

De Ricardo Brandt, para o Estadão de hoje:

"Num discurso descontraído, mas repleto de citações históricas, que durou 45 minutos no evento de encerramento do Encontro de Governadores da Frente Norte do Mercosul, Lula surpreendeu a todos. Iniciou seu discurso lembrando o Fórum de São Paulo, primeiro encontro promovido na América Latina entre as esquerdas.(...) Segundo ele, a partir dali começou uma revolução das esquerdas na América do Sul que agora caminha para a América Central."

Como sempre, Lula assume sem problemas os projetos do Foro de São Paulo. E não foi diferente ontem.

Pelo menos é o que nos conta Ricardo Brandt, do Estadão.

Já para Letícia Sander, da Folha de S. Paulo, que cobriu o mesmo evento, Lula disse tudo isso sem citar o Foro de São Paulo - é o que se deduz de sua matéria, na qual não aparece qualquer referência literal ao Foro.

Assinantes do Estadão clicam aqui para ler a matéria de Ricardo Brandt.

Assinantes da Folha clicam aqui para ler a matéria de Letícia Sander.

Qual dos dois cobriu o evento com mais fidelidade é o que vamos saber assim que o discurso for disponibilizado no site da Presidência da República.

Ela pergunta, eu respondo

"Serra e Aécio serão tão cegos que não hesitarão em arrasar o PSDB, transformando o partido em escombros?"

É a pergunta de Lucia Hippolito, em excelente artigo para o seu blog.

Quanto a mim, não é segredo o que penso deste dois: são homens de projetos pessoais - não homens de partido. Assim como não hesitaram ao ajudar a enterrar a campanha presidencial do ano passado, não hesitarão em arrasar o PSDB agora. Calculam que meio PSDB com a bênção de Lula lhes servirá melhor do que um PSDB inteiro sem esta mesma bênção.

Rastejam, pois, aos pés do petista, na esperança de que isto lhes pavimente o caminho até o Planalto.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Quase lá (II)

Aliás, neste discurso de hoje, chama atenção as palavras de Lula para o senador Jefferson Peres - que, depois de um charminho para melhor negociar, ontem declarou que votará a favor da prorrogação da CPMF.

Ao se queixar da oposição, o presidente dirigiu-se ao senador: " Já apanhei o que tinha de apanhar. Porque a direita não é mole. Você pensa que a direita é como a esquerda Jefferson Péres? Não, não tem piedade."

Não sei o que Peres pensa da direita e da esquerda. Mas o que ele pensa de Lula, eu sei:

"Como se ter animação em um País como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era sabidamente - como o é - um Presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já aconteceu no Brasil, e este Presidente está marchando para ser eleito, talvez, em primeiro turno? (...) Ele pode ser eleito com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele deveria ter sido mesmo destituído porque o que ele fez é muito grave. É muito grave. (...) Elejam quem vocês quiserem! Podem chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República - ele não vai com o meu voto, mas, se quiserem, façam-no."

Pelo menos era isso que Jefferson Peres pensava de Lula há 15 meses. Depois passou por uma - abusemos do termo presidencial - metamorfose... E, agora, está a lamber-lhe as botas.

Quase lá

Parece que são grandes as chances de que a CPMF não seja prorrogada.

É o que indica o péssimo humor de Lula. Se já andava alterado na semana passada, hoje o presidente dobrou o tom chavista. Irresponsável e bufão, voltou a fazer o discurso do conflito de classes e a chamar de "sonegadores" a todos os que se opõem à "contribuição".

A última vez que vi Lula assim, atacado das bichas, foi no ano passado, no final do primeiro turno da campanha presidencial. Então, com olhos esbugalhados e aos gritos, ele prometeu que no domingo seguinte a "oncinha iria beber água". Não bebeu. Foi preciso mais um mês de palanque - e uma mentirosa campanha difamatória contra seu adversário - para a "oncinha" matar a sede.

Atenção, oposição

É meio ridículo, eu sei... Mas, considerando os últimos dias, penso ser necessário lembrar aos oposicionistas que Tião Viana precisa de apenas 41 senadores presentes para colocar em votação a prorrogação da CPMF - e que somente os partidos que compõem a base governista já completam, com folga, o quórum.

Portanto, excelências, prestem atenção, tá? Porque Tião amanheceu se dizendo disposto a resolver a coisa hoje mesmo.

Eles fazem o tema de casa

Na quinta-feira passada a oposição tomou bola nas costas por conta do regimento do Senado Federal.

Agora, a coisa se repete. Decidida a adiar a votação da CPMF, a base governista vai esvaziar a sessão prevista para hoje. Ao saber da decisão, os oposicionistas ameaçaram com obstrução da pauta - o que, se levado até 31 de dezembro, faria com que a CPMF deixasse de existir por decurso de prazo.


Mas Tião Viana deu, mais uma vez, um viva o regimento e tirou da manga o artigo 172 ( piada quase pronta, eu sei), que permite ao presidente da Casa trazer a matéria para o plenário, à revelia, até dez dias antes de encerrar o ano legislativo - quer dizer, em 20 de dezembro.

O resultado é que o governo ganhou mais duas semanas para assediar com propostas indecorosas os senadores da base governista que, até agora, prometem votar contra a prorrogação: pelo PMDB, Jarbas Vasconcelos, Mão Santa e Geraldo Mesquita; pelo PTB, Romeu Tuma e Mozarildo Cavalcanti; no PR, César Borges e Expedito Júnior. E o problema é que, pelas minhas contas, apenas Mão Santa não aceitaria negociar.

Ou seja: a se confirmar o quadro acima - leia-se, se a oposição não conseguir dar uma volta no tal artigo 172 - a CPMF tem tudo para ser prorrogada. São as dores de se ter um petista na presidência da Casa. Os petista, vocês sabem, têm inúmeros defeitos. Mas jamais deixam de fazer o tema de casa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Falou o democrata de merda

Hoje à tarde, aquele democrata de merda que Lula e camarilha tanto admiram, disse que a vitória da oposição venezuelana foi uma vitória de merda.

Leia aqui.