terça-feira, 11 de março de 2008

A classe operária chega ao paraíso

Um petista permitindo a invasão de propriedade privada dos Magalhães e impedindo que a viúva de ACM entre em casa. Foi assim, numa tarde de terça-feira, que a classe operária nacional - aquela do botox e Blue Label com guaraná - chegou ao paraíso.

No momento, aquilo que usamos chamar de oposição, se mostra escandalizada no Senado. Nem todos são sinceros nisso - alguns estão apenas querendo atrapalhar a Ordem do Dia. Dentre os sinceros, porém, há aqueles realmente apavorados: jamais acreditaram nos sonhos comunistas da corja que nos governa - e muito menos que eles começariam a realizá-los pelos bens dos próprios senadores.

Daltônico

"Nossa elite branca, que tanto se incomoda com o continuísmo de Chávez, não vê problema no fato de Uribe querer mudar a regra do jogo para disputar o terceiro mandato."

(Cláudio Lembo, no Painel da Folha de S. Paulo).

Sobre a nossa elite vermelha, que não vê problema no apoio de Chávez aos narco-terroristas das FARC, nem nos crimes cometidos pelas próprias FARC, o negão e favelado Cláudio Lembo nada tem a dizer.

domingo, 9 de março de 2008

Uma cagada é uma cagada é uma cagada

Agora o Rodrigo Maia diz que pode vir a apoiar Ciro Gomes para 2010 - coisa que Tasso Jereissati, em entrevista ao Roda Viva, já se declarou disposto a fazer também. Os dois não estão sós. Ciro Gomes já foi - não sei se continua a ser - o candidato predileto de Lula.

Comentei na última segunda-feira:

"Se vai se apresentar para a briga, é bom que o DEM pense duas vezes antes de fechar alianças. Aquele velho ditado "diga-me com quem andas" deve ser levado muito a sério por um partido que acaba de renovar, com um sucesso considerável, a sua imagem".

Pois é... Caso Rodrigo Maia tenha interesse em saber como o potencial eleitorado do DEM reagiu às suas últimas declarações, sugiro que leia o que vai aqui , aqui e aqui.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Do sonho ao crime: a biografia de um militante.

Para compensar o silêncio de ontem - motivado pelas correrias do dia-a-dia -, segue um cineminha.

Tenham paciência para baixar e assistam quando tiverem tempo, pois são nove minutos de diversão.

Prometo que vocês não vão se arrepender.

Do sonho ao crime: a biografia de um militante


quarta-feira, 5 de março de 2008

No estômago

"Como ficará provado, quem não respeitou a própria soberania foi o presidente do Equador, Rafael Correa, um covarde estabelecido. (...) A atitude do presidente do Equador é muito semelhante à política de boa-convivência que as autoridades brasileiras realizam com o Comando Vermelho".

Este é o senador Demóstenes Torres, em seu artigo semanal para o Blog do Noblat.

Tenham dó.

Proibir que embriões, que iriam para o lixo de qualquer maneira, sejam doados para a pesquisa científica, com a devida autorização dos pais?

Pensei que já tínhamos resolvido esta questão no século passado.

Afinal de contas, basta a autorização da família para que órgãos vitais, que seriam enterrados de qualquer maneira, sejam doados.

terça-feira, 4 de março de 2008

Se Betancourt falasse

Era previsível que Hugo Chávez e Rafael Correa se apressariam em alegar que o ataque da Colômbia ao acampamento das FARC - e a morte da segunda celebrity do narcoterrorismo - frustrou a libertação de Ingrid Betancourt e de outros tantos reféns da guerrilha, que deveria ocorrer em breve.

Não faltam, agora, os mais alarmistas - e, por que não dizer?, safados pois brincam com os reféns e suas famílias ao sabor de suas ambições bolivarianas - que apostam que o assassinato de Betancourt será a resposta das FARC ao ataque que resultou na morte de Reyes.

É claro que quando se lida com cachorros loucos, ninguém pode ter certeza de nada. Mas também é certo que terroristas experientes não costumam abrir mão de seus trunfos. E Betancourt é um trunfo e tanto - talvez o único refém de projeção internacional que permanece em mãos dos narcoterroristas. Afinal de contas, manter Betancourt viva significa manter Sarkozy lambendo as botas de gente como Hugo Chávez. Que comuno-terrorista abriria mão de tal garantia?

Digno de nota, porém, é o temperamento combativo que Ingrid Betancourt, segundo o próprio Raúl Reyes, mantém no cárcere - diametralmente oposto, aliás, àquelas imagens liberadas recentemente para pressionar familiares e líderes políticos. Conclui-se que, mesmo debilitada, a franco-colombiana encontra forças para provocar seus algozes: "Até onde sei, essa senhora é de um temperamento vulcânico, é grosseira e provocadora com os guerrilheiros encarregados de cuidar dela", declarou Reyes numa troca de e-mails com o Secretariado das Farc.

Mulher admirável essa. Mantida refém há mais de seis anos, Ingrid Betancourt se recusa a baixar a cabeça para os narco-comunistas das FARC. A considerar as declarações de Reyes, ela parece não se importar com o que venha a lhe acontecer - talvez porque tenha perdido a esperança; talvez porque, mais do que ninguém, saiba que está em meio a uma guerra. Se fosse possível ouví-la - mas ouví-la sem que um terrorista estivesse lhe apontando uma arma por trás das câmeras -, provavelmente a opinião pública, Sarkozy e os próprios familiares de Ingrid Betancourt ficariam surpresos com o que ela diria a respeito da morte de Raúl Reyes.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Festa de arromba

"No sábado, num clube em São Paulo onde reuniu cerca de 2 mil militantes, Aldo conseguiu o improvável na atual conjuntura: uniu no palanque José Serra, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab. Ali, sorrisos abertos e tapinhas nas costas, pareciam amigos de infância. O encontro comunista mandou às favas a rivalidade do quarteto."

(Fonte: JB Online)

Clique aqui para ler a matéria completa. E assista, abaixo, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra e Rodrigo Maia rendendo homenagens ao comunista parceirão de Lula - que só recentemente, por não ganhar a presidência da Câmara, se indispôs com o chefe supremo da cambada.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=1hTtcMXNp2o]

Boletim médico da América Latina

As FARC permanecem em estado grave.

Hugo Chávez teve uma crise de hipertensão.

Rafael Correa apresenta fratura exposta.

Álvaro Uribe recebeu alta.

Marco Aurélio Garcia está em observação.

sábado, 1 de março de 2008

Quanto vale São Paulo? Depende...

A mim interessa menos quem a "locomotiva" paulistana pode catapultar para 2010. No momento, me interessa mais a quem ela pode enterrar para um futuro próximo.

Água fria nos planos de Gilberto Kassab, o apoio de Fernando Henrique à candidatura de Geraldo Alckmin vai, provavelmente, suscitar uma candidatura independente por parte do DEM - muitos analistas de respeito, aliás, consideram que o rompimento entre tucanos e democratas atingiu, por conta da prefeitura de São Paulo, um patamar irreversível.

Eu penso que, uma vez que se sinta forte para tanto, o DEM tem todo o direito de apresentar uma candidatura própria para tentar manter um posto tão importante quando a prefeitura de São Paulo. Por outro lado, o DEM não tem o direito de colocar no lixo tudo o que conquistou ao longo de 2007. É um risco que o partido não pode se dar ao luxo de correr num momento que é decisivo para a construção de seu capital simbólico.

Portanto, se vai se apresentar para a briga, é bom que o DEM pense duas vezes antes de fechar alianças. Aquele velho ditado "diga-me com quem andas" deve ser levado muito a sério por um partido que acaba de renovar, com um sucesso considerável, a sua imagem.

Este não é, notem bem, o caso do PSDB. Porque, se é verdade que o DEM se renovou neste último ano, o PSDB só fez piorar. Começando com a aquela carona de Arthur Virgílio no Aero-Lula, logo no início do mandato presidencial, passando pela insistência do partido em seguir apoiando Eduardo Azeredo e encerrando com a vergonhosa atuação dos governadores tucanos na campanha para o fim da CPMF, o PSDB desceu a ladeira da credibilidade enquanto oposição.

Portanto, não é de se admirar que Geraldo Alckmin tenha conversado, outro dia, com Orestes Quércia. O mesmo vale para a aliança com o PT que os tucanos estão alinhavando em Belo Horizonte. Nada disso provocará estranhamento num eleitor que está acostumado a um PSDB sem consenso para coisa alguma - e que vive a emitir mensagens dúbias a respeito do lulopetismo.

Para o recém-reformado DEM, no entanto, a coisa é diferente. Se, por um lado, apresentar uma candidatura própria pode colaborar para a boa imagem do partido, por outro, unir-se a gente de imagem duvidosa para ganhar esta eleição pode ser fatal. Basta uma aliança errada, um passo em falso, para que o partido perca todo o bom trabalho realizado neste último ano. Os programas de rádio e televisão, o esforço para lançar a imagem de um partido realmente oposicionista, coeso e firme no combate à corrupção - e à derrama promovida pelo governo Lula - pode simplesmente se perder.

Logo, senhores democratas: romper com o PSDB e lançar candidatura própria, sim - é uma atitude que pode reforçar a vossa independência. Mas fazer qualquer negócio para ganhar esta eleição, colocando em risco a imagem e o futuro do partido, não... Absolutamente não. A prefeitura de São Paulo vale muito. Mas não vale tanto assim.