terça-feira, 10 de março de 2009

Tá com medinho, número dois?

De O Globo, via Noblat:

"Um dos alvos de uma rede de espionagem que teria sido comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu disse em Canoas (RS), em encontro com petistas, que passou mais tempo no exterior em 2008 porque temia ser preso na Operação Satiagraha:Eu sabia que Protógenes tinha como objetivo principal me prender para apresentar isso como grande troféu. Imagina se eu tivesse sido preso naquele dia com Daniel Dantas (dono do Grupo Opportunity)?O ex-ministro também se disse intrigado com o arrombamento de seu escritório e o furto de um computador e documentos em outra invasão, desta vez à sua casa. No ano passado, ele percorreu 15 países por conta de compromissos profissionais. E diz ter ficado quase quatro meses longe: - Protógenes falava a quem quisesse ouvir que queria me prender. Comecei a andar acompanhado - disse Dirceu, contando que contratou seguranças. - Como não sou policial, mas tenho experiência suficiente de como esses mecanismos funcionam, resolvi ficar mais tempo no exterior."

Agora vocês, cientes de que, por atrolho de trabalho, eu não pude acompanhar os detalhes da operação Satiagraha quando ela foi deflagrada, me ajudem a esclarecer as coisas. Porque, que eu saiba, o José Dirceu é réu por formação de quadrilha no caso do mensalão. Se ele dissesse que tinha medo de ser preso junto com o Marcos Valério eu até entenderia.

Mas por que diabos o José Dirceu teve medo de ser preso com o Daniel Dantas?

Por mais poderoso - ou louco - que fosse o delegado Protógenes, ele não poderia prender alguém sem um indício, mínimo que fosse, de que a pessoa estava envolvida em algo ilícito, certo?

Então, quais são as suspeitas que recaem sobre José Dirceu na operação Satiagraha?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Encanadores

"Tem uma pergunta que precisa ser feita: se o meu cliente foi indiciado pelo vazamento de uma operação policial, eu quero saber quem vai apurar o vazamento do vazamento".

O autor da frase é o advogado do delegado Protógenes Queiroz, Luiz Fernando Gallo, que cobra, agora, uma investigação sobre o vazamento de informações para a revista Veja do inquérito que apura supostos abusos de seu cliente durante a Operação Satiagraha.

A primeira pergunta que precisa ser feita é: o que a Veja publicou é verdade? Caso sim, viria a segunda pergunta obrigatória: quem teria autorizado Protógenes a montar um aparelho policial clandestino para investigar aliados e desafetos do governo Lula?

Somente na última roda desta carroça desgovernada é que estaria a preocupação sobre quem colocou informações do inquérito nas mãos da Veja. Mas já vi que com este caso vai acontecer o que já aconteceu várias vezes desde que Lula assumiu o governo: tem mais encanador, preocupado em estancar vazamento do que gente séria investigando.

Ôh, Terezinha... Uh, uhhhh

Mensagem que chegou à minha caixa-postal esta manhã.

De: Tereza

Para: nariz.gelado@uol.com.br

Assunto: ENTRA NO SITE DELE, FUÇA TUDO, DEPOIS SE QUISER FALE COMIGO , RETIREI MEU APOIO AO DELEGA

Data: 09/03/2009 06:27

http://blogdoprotogenes.com.br

Que eu me lembre, não conheço qualquer Tereza.

Também não clicaria em link recomendado por - e nem me corresponderia com - quem diz ter retirado o apoio ao delegado, pela obviedade de que já o apoiou alguma vez.

Depois, o blog do Protógenes foi lincado aqui anteriormente. Pensar que eu precisaria que alguém me indicasse o endereço denuncia ignorância a respeito deste blog ou - sendo um pouquinho paranóica, como todos devem ser quando se trata do Protógenes - desejo de que eu o acesse a partir de um determinado link para facilitar a identificação do IP.

Finalmente, às vezes eu até pesquiso ou investigo.... Mas 'fuçar' não é da minha natureza.

Logo, dona Terezinha, vá lá na esquina ver se tem bacalhau.

Petismo na medula

A Folha de S. Paulo de hoje traz matéria sobre o material escolar distribuído na rede estadual de ensino do Pará: " 1 milhão de kits escolares e 10 mil revistas com o logotipo da gestão de Ana Júlia Carepa (PT), o nome da governadora e textos elogiosos à própria administração".

A iniciativa fere o artigo 37 da Constituição Federal, que proíbe nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores na publicidade de serviços e campanhas dos órgãos públicos.

sábado, 7 de março de 2009

Vai feder

A rataiada está saindo dos esgotos para vir comentar aqui.

Sinal de que esta merda do Protógenes vai feder.

Então aí vai uma homenagem à incansável força-tarefa do Pomar, que rala no sábado para defender o governico.

 Titãs - Bichos Escrotos
http://www.mp3tube.net/play.swf?id=d1097f8794ff8dfe4f5f3807d85f2b40

Protógenes, a ditabranda e a lenda

"Em depoimento à Polícia Federal, um dos espiões da Abin destacados para participar da Operação Satiagraha disse ter ouvido do delegado Protógenes Queiroz que o presidente Lula queria a investigação porque seu filho Fábio Luís da Silva 'teria sido cooptado por essa organização criminosa'".

Se tudo o que se lê na Veja desta semana for confirmado, conclui-se que Protógenes de Queiroz era agente de um aparelho policial clandestino destinado a investigar aliados e adversários do governo Lula. Coisa típica de uma ditabranda - para se dizer o mínimo.

Mas já há, dentre as provas recolhidas, uma evidência para colocar o Protógenes naquela imensa fileira de aloprados que, "por sua própria conta e risco", cometem crimes para defender os interesses do governo Lula e do PT: o delegado estava escrevendo uma biografia intitulada Protógenes, a Lenda.

Com tal título, é bem provável que o arquivo cumpra a função para a qual foi criado: garantir um atestado de insanidade para Protógenes e livrar a cara do governo. O delegado não perde a aposentadoria e Lula não perde o mandato.

quarta-feira, 4 de março de 2009

No túnel do tempo

É a sensação que tenho sempre que vejo o Fernando Collor flanando pelo Senado.

Mas não me sinto uma jovenzinha. Fico é com o estômago embrulhado.

O PT, o Senado e as galinhas

Li no blog do Josias:

"Numa evidência de que volta em grande estilo, Collor rendeu, à sua maneira, homenagens a Ideli. Disse nutrir por ela 'o maior respeito'. Afirmou que considera a senadora petista uma personagem agregadora. Uma 'senadora que congrega, reúne, cisca para dentro'. A imagem aviária deixou Mercadante abespinhado. Exigiu retratação. Foi atendido. Collor retirou a expressão. O que não modificou o resultado final.

Aí lembrei daquele episódio no qual Ideli e coleguinhas tentaram tirar farinha com o senador Mão Santa porque ele, em referência a um governo que alardeia obras antes que elas saiam do papel, usou a expressão "galinha cacarejadora do Mein Kampf " À época, as espertas tentaram transformar a coisa numa ofensa à ministra Dilma - e às mulheres em geral. Deram com os burros n'água.

Então... Eu não sei qual é o trauma da bancada petista no Senado em relação à galinhas. Mas já notaram que, volta e meia, pinta um clima?

terça-feira, 3 de março de 2009

Fala, Gilmar

"Falo com a responsabilidade de quem é chefe de um Poder. Não vou pedir licença para falar! É uma questão de responsabilidade. Sou presidente do Conselho Nacional de Justiça e posso dar diretrizes aos juízes e falar com os brasileiros".

Este - vocês já devem saber - foi o Gilmar Mendes, ontem, em entrevista para o blog do Reinaldo Azevedo.

Passou a régua.

Gilmar Mender é polêmico e não sei se concordo com todas as suas posições - não as conheço todas, pra começo de conversa. Mas que ele tem todo o direito de falar, tem. Quando, como e sobre o que quiser.

E o melhor da coisa é que Lula e seus miquinhos aloprados - que acreditam que democracia é aquilo que garante o direito de expressão apenas para a companheirada - não poderão fazer mais do que sapatear e roer os cotovelos.

Sobre o assunto em si, nada de novo ou que já não tenha sido tratado inúmeras vezes na blogosfera oposicionista: invasão de terras é crime. Financiar grupos que cometem crimes só pode ser crime também.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Esquentou

Pelo menos um dos assuntos requentados no final de semana entrou em ebulição.

O Planalto negou, rapidinho, que o Erislandy Lara tenha pedido a Lula para voltar à Cuba.

Agora estão pintando o Lara de maluco.

Não, eu não acho que ele esteve com Lula. O problema é que também não acho que o cara é só mais um aloprado que, feito Silvinho Pereira numa certa ocasião, surtou (eu ando com alguma resistência para aceitar esta quantidade de psicóticos que viraram manchete nos últmos tempos).

Então, segue o mistério: por que o cubano mente? E, mais importante ainda: quais foram, exatamente, as suas mentiras?