quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

Os médicos e o monstro.

Em julho próximo retornarão ao país os primeiros médicos formados em Cuba. E o governo brasileiro corre para garantir a validação dos diplomas - diga-se de passagem, montando um esquema bastante privilegiado, que jamais foi aplicado a qualquer outro país. Detalhe curioso: os formandos ingressaram na Escola Latino-Americana de Medicina em 1999. Já no Brasil, a formação de um médico exige, entre graduação e residência, no mínimo 10 anos.

Tudo isso me faz lembrar as observações de um amigo sobre o alardeado bom desempenho do sistema de saúde cubano: " É claro que a saúde em Cuba é boa...Sem trabalho não há stress, sem carne não há colesterol e sem automóveis não há acidentes."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

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Fotos: Reuters

Incrível, mas as imagens acima demonstram o quão surpreendente pode ser a vida. Enquanto, no Iraque, a esperança dá sinais de vitória, o ódio e o medo ganham terreno no Brasil. Mas impressionante mesmo é a arma carregada pelo brasileiro em questão: lembra muito aquelas facas improvisadas que não raro são apreendidas em presídios. O que me faz pensar na qualidade do público que freqüentou o Fórum

segunda-feira, 31 de janeiro de 2005

Tendências que vêm do sul.

O Fórum Social Mundial não trouxe grandes surpresas. Continuam em alta: camiseta do Che Guevara, sandália de couro e palavras de ordem contra o capitalismo. Em baixa, como sempre, o banho, o cabelereiro e os modos à mesa. Pra variar, qualquer um que chegue vociferando contra os EUA leva as simpatias. É o caso de Hugo CHavez...mas eu não me admiraria se fosse também o de Hitler. De novo mesmo, só o colete à prova de balas usado pelo nosso presidente.

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

A injustiçada Ana Lúcia.

Ana Lúcia não nasceu em berço de ouro. Pai metalúrgico, mãe costureira, ela foi criada com muito esforço. Como os pais pretendiam que tivesse um futuro melhor que o deles - e as escolas públicas estavam cada dia pior - fizeram o impossível para manter a menina em uma escola particular. Mas valeu à pena: Ana Lúcia é a melhor da classe. Tão bem se saiu a menina, que acabou sonhando ser médica. Sonho provavelmente não realizável. Por melhor que ela se saia no vestibular da federal, estará em imensa desvantagem em relação aos jovens indígenas, afro-brasileiros ou oriundos de escolas públicas. E a isso se dá o nome de "justiça social".

História é discurso.

Uma matéria da última edição de Veja deveria ser objeto de debate em todos os cursos de História deste país. Sob o título Gay, nem que seja à força, Jerônimo Teixeira demonstra como as minorias - uma vez que galgam postos no mundo acadêmico - passam a emitir um discurso parcial, muitas vezes desprovido de compromisso com a cientificidade. O tema de Teixeira é, como revela o título, o modo como a comunidade gay está trabalhando para conferir esta preferência sexual a figuras históricas. Nada de errado quando tal tentativa vem acompanhada de rigor teórico e metodológico - e quando se presta a desvendar traços biográficos que podem ter influenciado decisões históricas. Porém, a matéria de Teixeira demonstra que, embalada na onda da inclusão sob fórceps, a coisa tende a descambar. A prova de que esta suposta curiosidade científica não passa de discurso: tudo bem quando o gay em questão for Shakespeare, Alexandre ou Proust...Mas que ninguém ouse manchar o bom nome da comunidade homossexual, porque acadêmicos como o antropólogo Luiz Mott estão patrulhando a área: Se nos empurrarem Hitler, então queremos Jesus Cristo do nosso lado. Bem-vindos à era da tendenciosa História politicamente correta.

Estamos de volta

Recuperada da fratura no pulso, retomo esta divertida aventura de dizer o que penso enquanto posso. Espero não ter perdido todos os amigos que por aqui costumavam passar.

Este será um ano de muito trabalho. Portanto, continuaremos naquela periodicidade que nos é peculiar: escrevo quando puder.

É muito bom reencontrar vocês.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

Carta ao arqueólogo do futuro.

Suposto e desconhecido arqueólogo,

Antes de mais nada , há uma primeira coisa que você deve saber sobre nós: no alvorecer do século XXI, tornou-se moda escrever para você.

Além de explicar o volume monstruoso de cartas e bilhetinhos que você tem encontrado junto aos escombros do que já fomos, esta estranha mania fornece algumas evidências a respeito da nossa civilização.

Denuncia, por exemplo, a nossa arrogância em pensar que seremos importantes o suficiente para que você procure desvendar o nosso passado. Mas demonstra, igualmente, a nossa crença na temporalidade de todas as coisas: ao que tudo indica, acreditamos que uma catástrofe terrível irá eliminar todo e qualquer registro de nossa cultura - de modo que você precisará de uma cartinha para entendê-la. A própria cartinha é, por outro lado, um testemunho de nossa credulidade: mesmo quando todos os bancos de dados forem consumidos pela tal catástrofe, a singela missiva sobreviverá.

Traçadas as linhas fundamentais que nos definem - a saber: arrogância, pessimismo e credulidade - resta lhe recomendar que rasgue toda e qualquer carta endereçada a você.

Em primeiríssimo lugar porque, longe de lhe fornecer informações corretas, elas pretendem divulgar um juízo de valor sobre a nossa civilização. De fato, não passam de um discurso construído demais, ideológico demais para servir-lhe de rumo.

Se quiser realmente saber quem fomos em toda a nossa complexidade, sugiro que você concentre todos os esforços para encontrar um exemplar de uma obra que fez muito sucesso entre nós. Presente em quase todas as residências, ela poderá lhe fornecer uma síntese segura e desinteressada a respeito do século XXI. Chama-se, "Guia de Programação da TV".

Estou certa de que, cedo ou tarde, você vai acabar se deparando com um.

domingo, 28 de novembro de 2004

Homos Esquerdus

Além da já conhecida lentidão evolucional, a espécie acima citada parece não sofrer grandes alterações relacionadas à mudanças de habitat.

Pois agora é a imprensa espanhola que está ameaçada de cerceamento a partir de uma suposta regulamentação profissional: a Izquierda Unida, com o apoio do PSOE, quer criar o Estatuto do Periodista Profesional.

Maiores detalhes podem ser obtidos no blog do meu amigo Carmelo Jordá.

As dúvidas do Blix.

Se eu fosse ex-chefe dos inspetores de armamentos da ONU no Iraque - e se tivesse batido pé, às vésperas da guerra, defendendo a não existência de armas químicas naquele país - certamente que colocaria em dúvida a descoberta do laboratório em Fallujah.

Pois é esta a postura de Hans Blix, ao se pronunciar sobre o caso em uma palestra na Universidade de Oxford.: "Vejamos o que foi encontrado lá", disse ele antes de afirmar que as conclusões eram precipitadas.

Ora bolas, Blix....encontraram matéria-prima para a fabricação de explosivos e toxinas, além de manuais explicando como fabricar explosivos e substâncias tóxicas, incluindo o antraz.

A única coisa que não encontraram foi a sua vergonha na cara...Esta ninguém mais sabe onde procurar.

Estamos de volta

Agora à bordo de uma máquina mais rápida - e do polêmico windows XP.

Agraceço as manifestações de solidariedade e comunico que a coisa vai ser retomada lentamente. Um dia antes de instalarem o micro novo, consegui uma fratura no pulso. Dá pra teclar...mas lentamente e sem abuso. Some-se a isso o trabalho que andava acumulando...e vocês podem imaginar o resto.

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

Obituario

Comunicamos o falecimento do micro-computador desta que vos escreve (sem acentos ou cedilhas, posto que se encontra em teclado alheio e inospito). Ainda recuperando-se do choque, a Nariz Gelado Corporation comunica que voltara as atividades tao logo seja possivel.

Ate la contamos com a compreensao de todos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

Medo?

A aparição de Bin Laden nos dias que antecederam à eleição está servindo de estímulo para que alguns transfiram a lógica brasileira para o cenário americano: "O medo venceu a esperança", dizem eles.

Sinto muito pessoas... o medo venceu na Espanha. Nos EUA venceu a autonomia ou , como querem os progressistas, a "auto-determinação dos povos".