segunda-feira, 16 de junho de 2014

Aécio Neves promete campanha focada no debate dos problemas do Brasil

Aécio Neves promete campanha focada no debate dos problemas do Brasil

Aécio Neves, candidato à Presidência da República pelo PSDB, tem como objetivo focar sua campanha eleitoral no debate dos problemas que mais prejudicam os brasileiros.

Segundo o site de seu partido, ele declara que já passou da hora de unir o País e apresentar propostas realmente eficazes, o que não tem sido feito pelo PT.


"Vamos debater educação, segurança, saúde, crise nos municípios, a questão ética. É isso que a sociedade espera de nós. Estou pronto para qualquer debate, em cada um dos campos que interessam efetivamente à sociedade brasileira. É hora de olharmos para o futuro", diz.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ronaldo acertou. Agora só falta a oposição seguir com ele

Ronaldo Nazário deu uma entrevista para a edição de hoje do Jornal Valor Econômico, declarando apoio a Aécio Neves na eleição presidencial. Clique aqui para ler os principais trechos da entrevista.

É um apoio importante do ponto de vista eleitoral, sobretudo porque vem de alguém que acreditou que a Copa pudesse beneficiar o país e, agora, sentiu na pele que não vai ser assim. Alguém que, como integrante do Comitê Organizador Local, defendeu a realização do evento o quanto pôde, e, agora, se diz decepcionado com a realização da mesma.

Ao percorrer este caminho -  entre a alegria legítima de, como jogador de futebol, ver seu país sediar uma Copa e a decepção com o fato de que um projeto deste porte tenha se mostrado decepcionante por conta da incompetência governamental - Ronaldo tropeçou algumas vezes no discurso. Todo mundo sabe que sim.

Fecha o pano. E eu repito, para que fique bem claro: Ronaldo é um apoio importante sob o ponto de vista eleitoral. Exatamente o tipo de apoio que precisamos se quisermos derrotar o PT.

O PT sabe disso - e, por isso mesmo, move uma campanha para difamar Ronaldo nas redes. Mais do que previsível, a campanha petista contra Ronaldo teve início dias desses, quando ele postou em sua página do Facebook uma foto assistindo um jogo ao lado de Aécio Neves. Subiu o tom no sábado, quando ele falou da sua vergonha com a incapacidade governamental para realizar a Copa e deve crescer ainda mais agora, com esta declaração de apoio a Aécio Neves.

Mas o PT está fazendo o que sempre fez: tentando demolir todo e qualquer trunfo da oposição.

O que é incompreensível é que gente que se diz de oposição caia, feito pato tolo, na empreitada petista de demolição da imagem de Ronaldo. O que é inaceitável é que no momento em que Ronaldo - uma figura querida por muita gente que adora futebol e nada entende de política -  revela apoio ao único candidato da oposição gente, que se diz de oposição!, entre na onda petista de detonar a imagem do jogador.

Mais ainda: é de uma total burrice estratégica que gente, se diz de oposição!, esteja, neste momento, destacando os tropeços discursivos de Ronaldo na defesa da Copa ao invés de o apoiar seu legítimo direito de reconhecer um erro a anunciar um acerto.

Tem gente, eu bem sei,  que reclama, às vezes, quando eu uso termos como "burrice". Mas, vocês vão me desculpar: criticar Ronaldo, o Fenômeno, no momento em que ele abre o voto na oposição, é coisa de quem não quer ganhar eleição. Se não for má fé - ou até mesmo petismo enrustido - só pode ser burrice. Outro nome não há.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sem tempo de TV, sem voto novo e com imagem desgastada: Serra como vice pode colocar tudo a perder

Reza a lenda que, numa chapa presidencial, o bom vice é aquele que traz votos novos - ou seja, votos que o candidato e o partido não conquistariam sozinhos - e mais tempo de televisão. Se fizer tudo isso sem atrapalhar - leia-se, não querer aparecer mais do que o próprio candidato e cumprir, com alegria, o papel secundário de dar voz à coisas que não são interessantes saírem da boca do próprio candidato - o sujeito em questão torna-se o vice ideal.

José Serra não cumpre qualquer um destes requisitos. Daí o meu espanto com as inúmeras notícias surgidas, desde a última quinta-feira, sobre sua reaproximação com Aécio Neves - o que a imprensa paulista interpreta como um sinal de que o mineiro estaria inclinado a ceder às pressões de Serra ainda que esta mesma imprensa tenha o cuidado de fazer de conta que não existe qualquer pressão vinda do próprio Serra.

Só para deixar claro: existe pressão, sim. Não existia em maio de 2013, quando a aprovação de Dilma estava nas alturas e Aécio foi eleito presidente do partido. Passou e existir em junho de 2013, quando a aprovação de Dilma caiu ao sabor das manifestações populares. Sumiu novamente no final do ano, quando Dilma deu sinais que que voltava a se recuperar - com direito, inclusive, a post de José Serra no Facebok, dizendo que o candidato era Aécio. E volta a existir agora, claro, quando todas as pesquisas confirmam a queda de Dilma e crescimento de Aécio Neves. Serra só vai na boa. Desiste ou insiste na proximidade com o pleito presidencial conforme são maiores ou menores a chances de vitória por parte do PSDB.

E quando eu digo que José Serra não cumpre qualquer um dos requisitos para ser um bom vice na chapa tucana não é porque ele não tenha todas as condições para ser um bom vice-presidente da República. É porque do ponto de vista eleitoral Serra vai atrapalhar mais do que ajudar. Exatamente como aconteceu nas duas vezes em que foi candidato à presidente, Serra teria todas as condições de governar bem, mas poucas - ou nenhuma - de ganhar uma eleição. E precisaria de muita sorte - luxo com o qual não se pode contar numa campanha que será, no mínimo, muito difícil - para não atrapalhar a trajetória de Aécio.

A acomodação política no PSDB paulista
Tenho uma opinião muito particular sobre esta crença de que é preciso um paulista na chapa para garantir a mais do que necessária adesão do PSDB de São Paulo à campanha presidencial. Por uma questão muito simples: se os tucanos paulistas não abraçarem  a campanha presidencial com todo o empenho, arriscam perder a estadual. Para se reeleger, Geraldo Alckmin vai precisar muito de um palanque presidencial no segundo turno. E se os tucanos da terra da garoa ainda não se deram conta disso, seria bom que eles caíssem na real o quanto antes.

Novo votos
É improvável que José Serra traga novos votos. O mais certo é que os votos de Serra, ou o que deles sobrou depois da derrota para Haddad  - votos de oposição ao PT, portanto -,  virão automaticamente para Aécio Neves. Outro votos - aqueles de quem preferiu Dilma em 2010, por exemplo - são mais improváveis ainda. Se Aécio conquistar votos que foram de Dilma em 2010, irá fazê-lo porque representa uma proposta nova - argumento que o tucano perde no momento em que colocar Serra ao seu lado.

Fadiga da imagem
Já tratei algumas vezes deste tema por aqui. A eleição de 2010 foi um exemplo pródigo do quanto José Serra sofre um problema parecido com aquele que atinge os Amin - Esperidião e Ângela -  em Santa Catarina: infelizmente, ele aparece bem cotado nas pesquisas até que coloca a cara na televisão. Seu nome tem bom recall porque foi candidato muitas vezes e fez bons governos. Mas tão logo as pessoas o vêem, são acometidas pela sensação de que o tempo dele já passou. Isto explica, em parte,  porque Serra tinha 45% das intenções de voto no início de 2010 e foi perdendo pontos na mesma medida em que aumentava sua exposição na televisão. Também ajuda a entender porque ele perdeu para Fernando Haddad - um poste com cara de novidade - em 2012.

Por isso eu espero que Aécio Neves e quem o assessora  não cometam o erro de se fiar em pesquisas quantitativas para escolher Serra como vice. Façam, por favor, uma qualitativa: gravem vídeos de Serra e Aécio e submetam a um focus group antes de decidir qualquer coisa. É assim que se mede o benefício - ou o estrago - que um vice pode fazer na imagem de um candidato.

A campanha de Aécio Neves vai muito bem até aqui. Está crescendo aos poucos, mas de forma sólida - evolução confirmada por todas as pesquisas realizadas nas últimas semanas - ao mesmo tempo em que Dilma dá sinais de fraqueza. Não, não vai ser uma campanha fácil. Mas, em 12 anos, é a primeira vez que as chances para uma vitória da oposição se mostram realmente concretas. Escolher um vice mais ou menos pode não ajudar. Mas escolher o vice errado pode colocar tudo a perder.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A tendência é de mudança. E Aécio já desponta como o grande adversário do PT

Já afirmei aqui, algumas vezes, que a esta altura do campeonato, os números das pesquisas eleitorais quantitativas não tem grande importância. São, de fato, como avisa aquele velho chavão, um "retrato do momento" - sujeito a alterações, principalmente quando iniciar a campanha de televisão.

Por ora, o que realmente importa são as tendências que se apresentam. Principalmente quando elas são confirmadas por diferentes institutos, ainda que os números variem. Mais especialmente, quando tais tendências se mantém ao longo de três ou mais séries, fornecendo a chamada "curva". Como eu já disse outro dia, acho que no Twitter, neste momento, número é nada e curva é tudo.

E se curva é tudo, o que temos visto nas últimas semanas é uma sucessão de pesquisas que evidenciam Dilma em queda e Aécio em crescimento. Não apenas nas pesquisas nacionais, como as últimas publicadas por IBOPE e Sensus, mas especialmente naquelas realizadas nos estados.

 Em diversos estados, vemos Aécio Neves empatar com Dilma ou ultrapassá-la. No Distrito Federal, Aécio apareceu com 22,9% das intenções de voto, contra 21,7% de Dilma. Em Santa Catarina, a última pesquisa apresentou empate técnico: Dilma com 33% e Aécio com 28,1%. A mesma situação no Mato Grosso, onde ambos apresentam 26,1% das intenções de votos. Já no Espírito Santo, Dilma tem 23,1% e Aécio 22,5%.

Realizadas por diferentes institutos, com métodos também diferentes, o que as pesquisas quantitativas - tanto as nacionais, quanto as estaduais - estão mostrando é uma forte tendência de mudança. No momento, pouco importam os números. O que importa é a confirmação, ou não, das tendências. E, por ora, elas mostram que Dilma está em queda. E que Aécio Neves já desponta como o principal adversário da petista para o pleito de outubro.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Diga o que ele já fez e eu lhe direi o que ele pode fazer

Matéria lá do site da Revista Época, aponta uma obviedade: quem quiser saber o que um pré-candidato à presidência vai fazer pela educação - ou por qualquer outra área vital - só precisa ver o que ele fez quando teve oportunidade.
É o caso de Aécio Neves e o excelente trabalho que ele fez em Minas. 


A Dona de Casa Márcia Cruz e seu filho Bernardo, na Escola Estadual Duque de Caxias, em Belo Horizonte.
Eles estão satisfeitos com a qualidade do ensino público. (Foto: Marcus Desimoni/Nitro)

"Adotado nos anos iniciais do fundamental em 2007, o PIP é um sistema de apoio ao desenvolvimento de alunos e professores, com base nos resultados do Ideb e principalmente do Proalfa – exame aplicado só em Minas Gerais que avalia a capacidade de escrita, leitura e compreen­são de texto de alunos do 3º ano do fundamental nas escolas estaduais. Os resultados são expressivos. De 2006 a 2013, o índice de alunos no nível recomendável de alfabetização e compreensão de texto nas escolas estaduais quase dobrou, de 48,6% para 92,3% do total."

Clique aqui para ler a matéria na íntegra: Como Minas Gerais Conseguiu a melhor educação básica do país.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Da Eletrobras à Dilma Bolada, o esgoto petista corre a céu aberto na internet

A esta altura vocês já devem saber que a revista Veja desta semana trouxe uma matéria evidenciando que um dos centros irradiadores de calúnias e mentiras contra Aécio Neves na internet fica sediado na Eletrobras. Clique aqui para ler um resumo da matéria publicado pelo Reinaldo Azevedo.

A coisa não é  novidade para quem já acumula algumas horas de voo na internet. Desde os idos de 2006 que se convive com indícios de que funcionários de estatais, ao invés de trabalhar, passam horas na rede defendendo o PT -  e espalhando calúnias contra seus adversário políticos. São, claro, na sua grande maioria, cargos de confiança.

Também não é novo que muitas Ongs que recebem recursos do Governo Federal para fazer "inclusão digital" funcionam, na verdade, como braços da guerrilha virtual do PT.  Infelizmente, a CPI das Ongs, instalada em 2009, foi enterrada pela base governista antes mesmo de conseguir jogar alguma luz sobre o tema.

Assim como não é informação inédita que há um esgoto a céu aberto dedicado a difamar os candidatos da oposição na internet.  Um esgoto cujo encanamento vem diretamente do Palácio do Planalto, para desaguar, fétido e podre, no célebre perfil fake conhecido como "Dilma Bolada". Nem é preciso perder tempo, aqui, falando das ligações que seu criador, Jeferson Monteiro, mantém hoje com o bunker governista. Arroz de festa nos corredores do Palácio do Planalto desde, pelo menos, abril de 2013, Jeferson pode até ter criado, como sempre alega, o perfil por iniciativa própria. Não há, no entanto, qualquer dúvida de que hoje está em ligação direta com a área digital da presidente.

A última evidência nos foi apresentada na noite de quinta-feira, 10 de abril. Para quem não se lembra, na quinta-feira o Twitter foi palco de uma manifestação contra as manobras que o governo Dilma vem fazendo para impedir a realização de uma CPI da Petrobras. Durante a manifestação, a hashtag #DilmaTemMedoDaCPI subiu para os trending topics, mantendo-se em primeiro lugar durante um bom tempo - e permanecendo nos trends até a manhã de sexta-feira.

Quinta-feira, 10 de abril: por volta das 22h40, a hashtag
#DilmaTemMedoDaCPI alcança o topo dos trending topics do Twitter.

Pois bem. Por volta das 22h40, quando a hashtag atingiu o topo dos trends, o bunker petista acusou o golpe, acionando seu mais célebre perfil na internet para difamar o candidato da oposição. O print está aí para quem quiser ver. Com um enigmático "polêmico", às 11h04 "Dima Bolada" postou um vídeo caluniador, passível de processo, contra Aécio Neves, que já roda há algum tempo na internet.

Quinta,feira, 10 de abril, 23h04: ao ver uma hashtag desfavorável à Dilma
subir nos trending topics, o perfil Dilma Bolada, ligado ao Palácio do Planalto,
reage postando uma calúnia.


O crime, com a assinatura do Palácio do Planalto, foi um desesperado lamber de sarjeta por parte de quem já viu que, a cada dia que passa, fica mais difícil fazer frente às manifestações de uma militância espontânea que está tomando todos os espaços da internet.

Preparem-se. O bunker presidencial levantar o telefone em meio a um tuitaço, pedindo que seu mais célebre contratado calunie um candidato da oposição é peixinho perto do que vai acontecer daqui pra frente. Dos apaniguados de Dilma nas estatais, passando pelos perfis contratados e pagos com os nossos impostos, o esgoto petista não vai medir esforços para exalar sua imundice nas redes sociais.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Quem quer mudar o Brasil, clica aqui



Nos próximos meses, os brasileiros serão convidados a conhecer melhor Aécio Neves. O Aécio que, ainda guri, percorreu o país ao lado do avô Tancredo na campanha pelas Diretas Já - e que, mais tarde, teve uma atuação brilhante como deputado federal. O Aécio que, depois de oito anos de mandato como governador de Minas, deixou o cargo com mais de 90% de aprovação. O Aécio que gosta de moda viola e de samba, que nasceu em Minas e morou no Rio, e que deixa amigos e boas realizações por onde passa.

Não é pouca coisa para conhecer. Mais importante: não é pouca coisa para fazer um país, do tamanho do Brasil, conhecer. Por isso, só dá pra gente comemorar a chegada do portal "Mineiro, Brasileiro, Aécio", que já está no ar. 

Minto. Dá para fazer mais do que comemorar. Dá para ajudar a divulgar o portal e as informações que estão sendo reunidas ali - e que não falam apenas do Aécio e de Minas, mas do Brasil e da necessidade de mudança que temos, há muito tempo, defendido. 

Por isso, se você quer conhecer melhor o Aécio, clique aqui e visite o portal. Se quer, realmente, mudar o Brasil, divulgue o conteúdo do portal. E se quer participar, de fato, desta mudança, cadastre-se. A partir de hoje, quem quer mudar o Brasil, clica aqui.

sábado, 8 de março de 2014

O PMDB, este guardião da democracia

"O PT tem projeto hegemônico, de dominação completa do poder político. 
Por isso, sempre terá candidato a tudo, tenderá a ocupar todos os espaços."
(Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, em entrevista à Revista Época)


Em entrevista para a Época que está chegando às bancas neste sábado, Eduardo Cunha solta o verbo contra o PT e evidencia que a crise entre o PMDB e o governo Dilma é séria.

Não é novidade para quem acompanha este blog. Desça a página, ou clique aqui, e leia o post que publiquei no último sábado, avisando que o programa de TV que o PMDB levara ao ar na quinta-feira era um sinal claro da tempestade que se aproximava do Palácio Planalto.

Que tudo se acalme até junho ainda é, obviamente, a aposta mais acertada. Mas também é verdade que,ao longo da última década, a possibilidade de um rompimento entre PT e PMDB nunca se mostrou tão forte.

No post da semana passada, falei de como funciona o jogo do PMDB com o poder. Faltou apenas dizer que, por vias tortas e motivos às vezes pouco louváveis, desde o fim da ditadura o PMDB tem sido um fiel guardião da democracia.

Um peemedebista lhe dirá que isto é assim porque o partido foi fundamental no processo de redemocratização do país - o que é verdade e, certamente, é o genuíno sentimento que alimenta muitos de seus filiados e representantes em diversas instâncias de poder. Mas há também - e, talvez, sobretudo -  algo mais concreto e pragmático que faz com que o PMDB defenda, com unhas e dentes, o sistema democrático: só na democracia ele pode participar do poder com todo o seu fisiologismo.

Não foram poucas as vezes em que vi amigos se espantarem diante da minha declaração de que sempre poderíamos contar com o PMDB para defender a democracia porque ela lhe era, sob diferentes aspectos, mais vantajosa do que qualquer outro sistema político - e que, por este motivo, o PMDB jamais permitiria que os arroubos ditatoriais do PT se concretizassem. Penso que agora, ao lerem a entrevista de Eduardo Cunha - e especialmente a declaração que abre este post - os amigos que espantei começarão a concordar comigo.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Dilma é a estrela principal de vídeo que mostra as atrocidades de Maduro na Venezuela

Vergonha para o Brasil, o vídeo abaixo, postado hoje cedo pelo Reinaldo Azevedo, está se espalhando feito rastilho de pólvora na internet.

Nele, uma estudante venezuelana explica as manifestações que estão ocorrendo naquele país. E, para vergonha nossa, ao final do primeiro minuto, quando a estudante afirma que todo o quadro de repressão, assassinato de manifestantes e censura à imprensa se passa "sob o silêncio cúmplice dos governos da região", a imagem que estoura na tela é a de Dilma Rousseff.


E não há nada de mentiroso no vídeo. Basta ver as últimas declarações do assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, para saber o que Dilma pensa sobre a situação no país vizinho: que há um "exagero" na divulgação das informações, por parte da impressa estrangeira, e que, "se convidado for, o Brasil está disposto a apoiar" o governo ditatorial de Nicolás Maduro.

Recentemente, em artigo para a Folha de S. Paulo, Aécio Neves disse que o mundo anda desconfiado do Brasil porque, na prática, temos dado guarida a governos autoritários. O vídeo abaixo é uma clara e triste demonstração de que o alerta feito pelo senador tucano foi mais do que acertado.   

sábado, 1 de março de 2014

O recado do PMDB na TV: a eleição de 2014 é uma página em branco

A semana foi tão corrida que somente agora pude assistir o programa de televisão que o PMDB levou ao ar nesta quinta-feira. E a mensagem que o partido de Michel Temer decidiu emitir em seu primeiro espaço de propaganda do ano é tão clara que me espantei com as poucas reações surgidas.

Notem que não se trata, aqui, de fazer análise da qualidade do programa e,  muito menos,  de debater que a nova - pouca importa se boa ou não -  linguagem apresentada implique em alguma renovação concreta no partido. Na verdade, a linguagem apresentada nesta semana já tinha sido ensaiada no programa exibido em agosto do ano passado - em pleno calor das manifestações que tomaram as ruas do país.

Quero falar é do tema que foi o eixo discursivo do programa desta quinta-feira: "escolhas". Ao longo de mais de 10 minutos de programa  o PMDB não fez outra coisa a não ser deixar  claro que sua escolha para 2014 ainda não foi feita. Se o partido vai novamente com Dilma ou se vai debandar para a oposição, é "escolha" que será feita mais adiante - em se tratando do PMDB, quando o cenário eleitoral indicar com mais segurança qual decisão tem mais chances de mantê-lo em estreitas relações com o poder.

Bem sei que a postura não é nova. O PMDB é aquele partido que, há décadas, tem se mantido no poder mediante um jogo que inclui o "racha" eleitoral: oficialmente, sempre apoia o governo; informalmente, faz vistas grossas para os membros "rebeldes" que declaram apoio à oposição. Conforme o quadro eleitoral vai ficando mais definido, o partido sempre pode pular para o barco que melhor lhe convier - no mínimo porque, quando a oposição vence, aqueles "rebeldes" serão seus embaixadores junto ao novo governo eleito.  O espólio desta guerra vocês conhecem: são os cargos em ministérios e empresas estatais.

Mas, então, o que há de novo no programa eleitoral levado ao ar na quinta-feira? A inédita institucionalização deste jogo e, por conseqüência, o evidente temor de manter-se, precipitadamente, associado a Dilma Rousseff. Basta clicar aqui  e assistir o programa que o partido levou ao ar nesta mesma época, em 2010, para entender: então, tudo o que o PMDB queria era vincular-se aos programas sociais de Lula, numa clara preparação ao apoio que daria à sua sucessora.

Ao que tudo indica, agora o "maior partido do Brasil" entra em um ano eleitoral sem conseguir enxergar o quadro com tanta clareza. O PMDB tem  dúvidas sobre seguir ou não com Dilma - e quer assegurar o seu direito de fazer outras escolhas. E quando o PMDB, que nunca dá ponto sem nó, manda um recado destes, a oposição pode ter uma certeza: a situação de Dilma não está nada boa.