Em entrevista à Folha e Poder, publicada ontem, o marqueteiro de Aécio Neves, Paulo Vasconcelos reitera que Dilma se elegeu fazendo a campanha mais suja que já se viu em toda a história da República.
Lá pelas tantas, contudo, Vasconcelos declara:
"Já tinha visto a baixaria acontecer por estupidez, ignorância ou paixão, mas nunca havia visto a baixaria ser explorada com profissionalismo. Eles estimulavam nas redes sociais que o Aécio tinha um comportamento dúbio com mulheres, por exemplo. Depois acontecia uma pergunta no debate e por fim o programa de TV se referia a isso. Existia uma rede que se intercomunicava para tentar dar àquela afirmação uma percepção tangível."
(Clique aqui para ler a entrevista na íntegra)
Com todo o respeito que tenho, e não é pouco, ao bom trabalho do Paulo Vasconcelos, preciso fazer uma correção - pequena, mas importante.
Esta tática não é nova - e nem é a primeira vez que foi utilizada. Desde pelo menos 2004 o PT age desta forma - profissional e integrada. No auge das denúncias do mensalão, quando a área de comentários do Blog do Noblat era o palco preferencial dos debates, os argumentos utilizados pelos militantes petistas na internet pela parte da manhã se tornavam oficiais no discursos que a então senadora Ideli Salvatti proferia na tribuna na parte da tarde.
Já naquela época - então sob a batuta de Valter Pomar - o PT utilizava as redes sociais como balão de ensaio para suas versões, calúnias e justificativas. O que colava melhor nas redes, acabava tomando um caráter oficial horas depois. Esta tem sido - e quem monitora sabe - a praxe do PT nas redes sociais.
Repito aqui o meu respeito pelo bom trabalho do Paulo Vasconcelos na estratégia de um modo geral. Mas faço este alerta porque, ao ler a sua afirmação me deu a sensação - e sempre posso estar enganada - de que faltou ao núcleo estratégico da campanha conhecimento e bagagem histórica sobre o comportamento do PT nas redes sociais.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Marquem a data de hoje, dia em que o Estadão assumiu abertamente o papel de polícia política do governo Dilma.
Pasmem.
O Estadão invadiu perfis de Facebook de policiais federais envolvidos nas investigações da Operação Lava Jato para promover uma verdadeira caça às bruxas, apontando quem, durante a campanha eleitoral, se manifestou contra Dilma e a favor de Aécio Neves. Clique aqui para ler a matéria.
O tom de perseguição política da matéria em si é agravado pelo fato de que tais postagens eram "fechadas". Ou seja: abertas apenas aos “amigos” destes funcionários públicos.
Diante do episódio vergonhoso - um órgão de imprensa que se diz independente, assumir o papel de polícia política do governo Dilma - talvez nem caiba mais perguntar por que algumas pautas seguem em aberto.
Ainda assim vou sugerir algumas que seriam dignas de um jornalismos realmente investigativo:
- O Estadão e seus jornalistas estão investigando quem coalhou as principais cidades brasileiras com cartazes que caluniavam Aécio Neves?
- O Estadão e seus jornalistas estão investigando quem foram os vereadores, prefeitos, deputados e senadores que subiram em caminhões, pelo interior do Brasil, especialmente no Nordeste, para anunciar em alto-falantes que Aécio iria acabar com o Bolsa Família?
- O Estadão e seus jornalistas estão investigando de onde vieram os disparos de milhares de sms dizendo que quem votasse no 45 estaria automaticamente descadastrado do Bolsa Família?
- O Estadão e seus jornalistas estão investigando o uso ilegal dos Correios por parte do governo Dilma durante a campanha eleitoral?
Mas acho que é pedir demais para um jornal que, a cada dia que passa, toma mais e mais o aspecto de um panfleto governista.
domingo, 9 de novembro de 2014
O Brasil do PT virou sede de base operacional do terror islâmico. E isto não é uma novidade.
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Na foto, a Mesquita Sunita se mistura ao conjunto de prédios de Foz de Iguaçu, Paraná - Agência O Globo / Michel Filho |
O tema não é novo.
Desde o início da década de 1990, por conta dos atentados à embaixada de Israel em Buenos Aires à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) se cogita que a tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai abrigue bases de apoio ao terrorismo islâmico.
O assunto recrudesceu logo depois depois do 11 de setembro - e com mais ênfase, a partir do início da operação americana no Iraque, em 2003 - com o governo americano emitindo vários alertas e relatórios.
Há notícias, inclusive, de que ainda em setembro de 2001 - poucos dias após os ataques aos EUA, portanto - agentes da CIA e do Centro de Contraterrorismo do FBI conduziram uma operação conjunta com a Polícia Nacional do Paraguai efetuando 16 prisões em Ciudad Del Este.
Ainda assim, até agora prevaleceu no senso comum - e na imprensa nacional - a tese de que os Estados Unidos tentavam "construir um discurso" porque tinha interesses outros na região. O mais citado e ridículo deles, seria o Aquífero Guarani - grande reserva subterrânea de água, que abrange partes dos territórios do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai .
Era, notem bem, uma conversinha mole que caía como uma luva em um cenário de opinião pública que demonizava George W. Bush e o acusava de realizar a operação no Iraque única e exclusivamente por interesse nos poços de petróleo da região.
A reportagem de O Globo publicada hoje é só mais uma peça, embora importante, deste quebra-cabeça. O Brasil do PT se firma como base sólida para o terrorismo islâmico. E não são os yankees malvados que estão dizendo. É a Polícia Federal.
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