Na noite em que o deputado mensaleiro José Janene (PP-PR) escapa de ser cassado, vale a pena perguntar:
É por intervenção do IBAMA que as ratazanas do Congresso Nacional estão sendo preservadas?
Na noite em que o deputado mensaleiro José Janene (PP-PR) escapa de ser cassado, vale a pena perguntar:
É por intervenção do IBAMA que as ratazanas do Congresso Nacional estão sendo preservadas?
Finalmente, com inexplicáveis 20 dias de atraso, o TSE votou hoje o recurso apresentado pela campanha de Geraldo Alckmin, que solicita o justo acesso a todas as informações do inquérito do dossiêgate.
Por quatro votos a três, os ministros do TSE decidiram que todas as partes poderão ter acesso ao inquérito.
Conforme comentamos anteriormente, a votação permitirá que os advogados da Coligação por um Brasil Decente saibam para quais ramais do Palácio do Palnalto os aloprados andaram telefonando - e de quais receberam ligações - durante o embróglio.
Termina hoje o prazo dado por Renan Calheiros para que os partidos indiquem os integrantes da CPI das ONGs.
Como se sabe, uma CPI não pode avançar de uma legislatura para outra. Assim, o dia 22 de dezembro é o prazo máximo para que a CPI criada pelo senador Heráclito Fortes conclua seus trabalhos.
Ao que parece, Heráclito Fortes - além de agir para cumprir a promessa de que entraria com o pedido de criação desta CPI tão logo estivesse encerrada a eleição presidencial - apostou que alguns dias de investigação poderiam fornecer material suficiente para justificar a instalação de uma nova CPI, com o mesmo objeto de investigação, já no início de 2007.
Ficaremos, então, até o final da tarde de hoje, com uma expectativa: o PT indicará a Senadora Ideli Salvatti?
Em sua coluna de hoje para a Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo nos avisa que João Moreira Salles está lançando a continuação de Entreatos. O documetário, que vai se chamar Atos - A Campanha Pública de Lula, trará cenas de arquivo da campanha de 2002 que não haviam sido exploradas pelo diretor.
Sempre bem relacionada nos meios petistas, a colunista adianta algumas das cenas selecionadas por Salles. Numa dela, em diálogo com Gilberto Carvalho, Lula diz:
"Nada me abala. Nada. Não sou um cara vulnerável a notícia de jornal. Aliás, se você soubesse o bem que é ficar 20 dias sem ler jornal para o leitor! Não abro um jornal! E não desaprendo nada. (...) Por que você acha que eu sou esse cara equilibrado que eu sou? Porque eu não fico subordinado às oscilações das notícias, Gilberto!". Lula continua: "Ninguém tem que ligar para a minha casa para dizer: "Vai sair tal coisa na "Folha de S.Paulo" amanhã". Foda-se! Deixa sair".
Dona Marisa também não fica atrás. Segundo Mônica Bergamo, as câmaras de João Moreira Salles flagraram a esposa do presidente em autêntico petismo:
"O pessoal começou a gritar no palanque: "primeira-dama, primeira-dama". Aí eu falei: "Eu não sou a primeira. Eu sou a única'".
Eis a beleza brasileira, queridos.
A propósito: vocês ainda acham que George e Laura Bush são uns caipiras arrogantes?
Dei uma geral nos principais jornais, portais e blogs.
Até onde pude apurar, ninguém pronunciou-se sobre o conteúdo da declaração de Teotônio Vilela Filho. O silêncio pode ser fruto do adiantado da hora: a nota saiu depois das 23:00h de ontem.
Aguardemos, pois.
A siamesa segue de plantão.
Segundo acaba de noticiar o portal Terra, Teotônio Vilela Filho anunciou esta noite que o PSDB vai apoiar não só a reeleição de Aldo Rebelo para a presidência da Câmara como, também, a reeleição de Renan Calheiros à presidência do Senado.
Eu vou esperar os jornais de amanhã para ver se esta notícia se confirma, antes de dizer o que penso.
Até lá, minha siamesa ficará a postos para garantir que nenhum tucano se aproxime da casa. Acreditem, ela caça gralhas e corujas. Tucanos serão bricadeira de criança.
Uma fábula para entender a poliítica nacional.
Viirtuoso tinha uma padaria na rua dos Princípios.
Volta e meia, ele pagava o "Chiquitito" - um moleque de rua - para distribuir pela vila panfletinhos com as promoções da casa. Eram panfletos vagabundos, mas Chiquitito trabalhava tão direito, que a coisa acabava fazendo sucesso: ora o pãozinho 250gr, ora o queijo da colônia - sempre havia alguma coisa a um preço menor que o da concorrência para valer um folhetinho.
Deu certo. Com a dedicação de Virtuoso e a lábia de Chiquitito, a padaria prosperou e cresceu. Cresceu até demais, se considerarmos que, um belo dia, o espaço ficou pequeno.
Não havendo como expandir no velho endereço, Virtuoso encontrou um novo ponto na Avenida Esperança: prédio maior, mais novo e com espaço suficiente para mesinhas e cadeiras - e, o que era melhor, nenhuma padaria por perto. O problema é que ficava longe da freguesia habitual - como fazer para não perdê-la? Virtuoso, porém, não se abateu: manteria o endereço original, colocando, como sócio e gerente, alguém da família. Zangado, o cunhado com reconhecida capacidade em administração, pareceu a melhor escolha.
Tudo acertado, Virtuoso caprichou nos folhetos para a inauguração do novo ponto: desta vez, eram coloridos, em papel brilhante,com fotografias das novas instalações - e um lembrete de que o antigo ponto da rua dos Princípios continuava em funcionamento para melhor atender à fiel freguesia. Chiquitito, agora um rapagão, disse que nunca vira coisa mais linda - e saiu animado para alardear a boa nova,
Algo deu errado, porém. Menos de seis meses depois da inauguração, a padaria da Avenida Esperança teve de ser fechada. Por um motivo qualquer, os clientes não apareciam. Se a família não passou fome foi por conta do bom trabalho do cunhado: sob a administração de Zangado, a padaria da rua dos Princípios, continuava de vento em popa.
Final melancólico e aparentemente incompreensível: Virtuoso, que fora conhecido como o melhor padeiro da região, endividou-se a ponto de ter que vender para Zangado sua parte da padaria original.
É verdade que ele estranhou um pouco quando soube que o novo sócio do cunhado seria Chiquitito. Mas Deus sabe que a vida dá lá as suas voltas. Portanto, somente quando chegaram as chuvas de março é que Virtuoso pôde, de fato, entender o que se passara: ao tentar desentupir um bueiro que ameaçava alagar a miserável casinha onde agora ele se apertava com a família, Virtuoso encontrou-os. Colados uns aos outros por conta da água, mas ainda reconhecíveis, lá estavam os folhetos coloridos, em papel brilhante.

Foto: Desirey Minkoh,France Press
Na última terça-feira, o Itamaraty se absteve de votar uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU que exigiria que Sudão levasse a julgamento os responsáveis pelo genocídio em curso naquele país.
Este posicionamento vergonhoso colocou o Brasil em um grupelho interessante de países, como Arábia Saudita, China, Cuba, Rússia e Paquistão.
Na foto, você vê um integrante das milícias Janjaweed com aquela que pode ser considerada, atualmente, a camiseta-símbolo do Brasil. Governistas, os integrantes da Janjaweed perseguem os habitantes da região de Darfur, que ousaram rebelar-se contra a imposição da cultura árabe-muçulmana.
A carnificina promovida pelos Janjaweed já soma 400 mil mortos e cerca de 2 milhões e meio de refugiados. Tais números, porém, não impediram que o Itamaraty vestisse, por omissão, a camiseta da Janjaweed. Ao que parece, os sangüinários assassinos devolvem a cortesia.
Eu já estava quase trocando de máquina, quando revelaram que Papai-Noel me trará um laptop último tipo etc e tal.
Então, até final de dezembro, tenho que me contentar com esta camicleta - que, ontem, me deixou na mão mais uma vez.
Agora descobriram que era a placa mãe.
Foi por conta dela me obriguei a procurar a manutenção três vezes neste último mês. Tivessem estudado Freud, os técnicos saberiam que a culpa é sempre da mãe. Mas não... Estes técnicos são todos garotos mal saídos do complexo de Édipo - a última coisa pensam, pois, é que a culpa seja da amada.