sábado, 6 de outubro de 2007

Meme

No momento, o livro mais próximo é "Os dentes falsos de George Washington: um guia não convencional para o século XVIII", do historiador americano Robert Darton. Na página 161, a 5ª frase completa é:

"Aparentemente, ele liberava dinheiro vivo a Brissot sempre que surgia a necessidade, anotando as somas num livro contábil separado, e em seguida registrava vários pagamentos juntos no diário como um débito único contra a conta de Brissot."

Estão convocados para este meme: o Tambosi, o Jorge Nobre, a Santa, o MarcosVP e Mr. Goiaba. Sorry, guys.

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A Kika me chamou para este meme.

A Kika é uma chata - ela sabe que detesto memes.

Mas como este era interessante, e pouco trabalhoso, quebrei a tradição.

Atenção, porém: foi só desta vez.

Regras do meme:

1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);

2ª) Abra-o na página 161;

3ª) Procurar a 5ª frase completa;

4ª) Postar essa frase em seu blog;

5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;

6ª) Repassar para outros 5 blogs.

Ópera bufa

O Noblat já tinha dado o furo ontem, no início da noite.

Hoje, Veja e Folha de S. Paulo trazem matérias a respeito.

Resumo da ópera: um assessor especial de Renan Calheiros é acusado de espionar os senadores que votaram contra ele no processo de cassação. Objetivo: construir dossiês com os quais Renan pudesse ameaçá-los nas votações futuras.

Nos próximos dias, jornais e blogs ficarão repletos de artigos indignados, o Senado será palco para troca de impropérios, Hebe Camargo e Ana Maria Braga farão editoriais revoltados em seus programa, Fátima Bernardes assumirá um tom mais grave do que o normal e Arnaldo Jabor vai urrar pelas ondas da CBN. No final da ópera, porém, Renan sairá ileso.

Agora, tirem as crianças da frente do monitor porque vou contar lhes contar a moral da ópera: ainda que Renan Calheiros cague na bandeira nacional em praça pública, nada acontecerá com ele.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

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São Paulo: protesto contra a renovação das concessões de rádio e TV. Foto: Raimundo Pacco/Folha Imagem

Cerca de 200 gatos pingados se reuniram, na tarde de ontem, na Av. Paulista, para lançar uma campanha contra a renovação das concessões de rádio e TV no país.

Eu achei risível. Mas o pessoal - Reinaldo Azevedo incluso - que vive dizendo que "não se mede o sucesso de uma manifestação pelo número de participantes" deve estar batendo queixo de pavor.

Ao pé do ouvido...

Longe de Lula, perto de gente talentosa, fiquei sabendo que a logomarca do Democratas está em fase final de criação.

Tão perto, tão longe

Sorte é o Lula passar por Florianópolis em um dia em que estou tão ocupada que não pude acompanhar nada da sua movimentação. Fui, ainda que involuntariamente, poupada daqueles "nunca antes", "o dado conreto", "desde Cabral", etc...

Não esperem que, faltando 40 minutos para terminar este dia perfeito, eu vá correr para os portais de notícia atrás de coisas das quais o destino, tão caprichosamente, resolveu me poupar.

Haverá Lula amanhã ... E nos próximos 27 meses.

Só uma tamancada

O dia hoje está corrido.

Não poderia deixar de passar por aqui, porém, para dar uma tamancada em quem fez por merecer.

Com o afastamento de Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos da Comissão de Constituição e Justiça o PMDB consolidou mais uma posição na disputa que vem travando com o PT, pelo título de partido mais abjeto da política nacional.

E tenho dito.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Lá vem ela

Um ano depois de ser proposta em plenário pelo senador Heráclito Fortes, a CPI das ONGs foi instalada ontem.

Na relatoria - por pressão de Ideli Salvatti que, após a "revolta" do PMDB, passou a achar o indicado inicial, o pemedebista Valter Pereira, "pouco confiável" - fica Inácio Arruda (PC do B-CE). Na presidência, o senador democrata por Santa Catarina, Raimundo Colombo.

É uma escolha para se comemorar. Colombo tem um perfil que lembra muito o de Delcídio Amaral, que tão bem presidiu a CPI dos Correios: sereno o suficiente para não se deixar levar pelo circo. Firme o suficiente para não se intimidar com pressões e garantir que os trabalhos andem a contento.

Faço apenas um alerta ao senador, que ontem fez questão de garantir que não transformará a nova CPI num palco para disputas regionais - uma alusão às investigações que vêm sugerindo que Ideli Salvatti, adversária direta no senador em Santa Catarina, pode vir a ocupar a berlinda.

Concordo que uma CPI desta importância não pode, e não deve, ser influenciada por questões paroquianas. Mas é preciso ter cuidado para evitar o efeito contrário: que o excesso de zelo acabe por atravancar as investigações. Por mais que não se queira colocar Santa Catarina no olho do furacão, há muitas coisas por aqui que exigem um exame mais acurado. Que Blumenau, por exemplo, seja a "capital nacional das ONGS", contando com centenas delas - fala-se em mais de quinhentas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A quem o Supremo deve fidelidade?

Um mês depois de resgatar a imagem das instituições, o Supremo Tribunal Federal se vê, novamente, diante de um desafio de igual monta: decidir se o mandato pertence ao partido ou ao parlamentar eleito - em outras palavras, se valida ou não o parecer apresentado pelo TSE em março último, que conferiu a posse do mandato aos partidos.

Diferentemente do que ocorreu com a denúncia do mensalão, porém, a causa que agora se apresenta é bem menos complexa: do ponto de vista constitucional, não parece haver dúvidas de que o mandato pertence ao partido. Pelo menos é o que se depreende dos artigos que o ministro Marco Aurélio Mello vem publicando em vários jornais desde a semana passada.


Resta saber se a mais alta corte do país vai referendar a Carta Magna ou se, numa tentativa desastrosa de harmonizar o cenário político, vai invalidar o que ali se promulgou em 05 de outubro de 1988.


Se a primeira alternativa representaria a continuidade daquele resgate institucional iniciado há cerca de um mês, penso que a segunda traria danos que ultrapassam, de forma temerária, a esfera simbólica.

Ora... Invalidar a fidelidade partidária postulada na Constituição vigente é assumir que, pelo menos do ponto de vista político, nossa Carta Magna já não vale. Por conseqüência, se reforçará a idéia de uma Contituinte exclusiva para a reforma política - projeto petista por excelência que, bem o sabemos, pavimenta a estrada que nos levará à venezuelização.

Claro está, pois, que o que se julga hoje à tarde não é apenas a fidelidade partidária. É também, e sobretudo, a fidelidade do próprio Supremo Tribunal Federal à democracia - esta árdua conquista do povo brasileiro, cuja representação máxima ainda é a Constituição de 1988.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

O pavão abre a cauda

Há dois anos, no calor das CPIs do Mensalão e dos Correios, dediquei o hit de Ednardo, Pavão Misterioso, ao deputado Eduardo Paes.

Houve, então, quem não entendesse a dedicatória - e, para os que entenderam, a coisa desceu quadrada. Isto porque os tucanos viam no jovem deputado uma promessa para os quadros psdebistas - o PSDB tem uma preocupação, até certo ponto justificada, com a renovação de seus quadros; mas isto é papo para outro dia.


Importa é que onde muitos viam "dinamismo" eu via apenas oportunismo. Em contraste com o austero e eficiente Carlos Sampaio, Eduardo Paes me parecia mais alguém em busca de holofotes. Apenas e tão somente isto. Um pavão - e não um tucano.

Pois eis que pavão abriu de vez a cauda.


Depois de assumir a Secretaria de Esporte e Turismo em janeiro último, Paes se filia amanhã ao PMDB - legenda a bordo da qual pretende se candidatar a prefeito no ano que vem. Com o apoio de Lula.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Mantra

"Isto é parte de uma guerra para derrubar o Lula"

Foi assim que a senadora Ideli Salvatti definiu para a imprensa catarinense as acusações publicadas pela Veja neste final de semana.

Queria ganhar 1 real sempre que um governista canta este mantra.

O primeiro da fazê-lo foi Delúbio Soares, em julho de 2005, numa reação chorosa às denúncias iniciais de Roberto Jefferson.

Acuado, o ex-tesoureiro do PT acabou por parir a resposta padrão com a qual temos convivido quase que diariamente nos últimos dois anos: um movimento de direita, apoiado pelos veículos de comunicação, pretendia derrubar Lula.

Era o embrião da versão tupiniquim para o venezuelano mantra "mídia e oposição golpistas".

Fartamente utilizada desde então, a alegação funcionou para Lula, que acabou se reelegendo. Não funcionou, porém, para Delúbio, Silvinho e Zé Dirceu, que hoje são réus por formação de quadrilha em denúncia acatada pelo STF.

Veremos se funciona para Ideli Salvatti.